Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Celina Silveira

RMC adota barreiras sanitárias a partir de sexta-feira (26)

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, comunicou que vai endurecer as medidas de restrição na cidade.

A partir de sexta-feira (26) todas as entradas de Campinas terão barreiras sanitárias. Os motoristas serão abordados por agentes da Polícia Militar, da Guarda Municipal e da Vigilância Sanitária. 

Apenas veículos particulares serão abordados. Os motoristas que não tiverem justificativas para entrar em Campinas serão orientados a retornar para a residência de origem. 

Também a partir de sexta-feira (26), a modalidade drive-thru, quando o cliente vai até uma loja retirar o pedido sem sair do carro, será restrita para estabelecimentos de alimentação. As demais lojas não essenciais que têm permissão para funcionar, poderão utilizar apenas o serviço de entrega nas residências.

Em supermercados e padarias será permitida a entrada de apenas uma pessoa por família.

Serviços de elétrica e assistência técnica ficam restritos às situações emergenciais, como o conserto de máquinas hospitalares ou de eletrônicos usados por profissionais em home office. 

As novas medidas vão ser aplicadas a partir da próxima sexta-feira até o dia 04 de abril.

Durante coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (24), Dário Saadi, afirmou que um lockdown, quando a circulação de pessoas é totalmente proibida, é inviável em Campinas e que a medida pode prejudicar profissionais da Saúde e pacientes que buscam atendimento.

O secretário de Saúde, Lair Zambon, afirma que Campinas está na beira da capacidade máxima de abertura de leitos de UTI e que o controle da pandemia depende também do comportamento social.

Segundo a Secretaria de Saúde de Campinas, a Rede Mário Gatti tem capacidade para abertura de apenas mais 10 leitos de UTI, no entanto, faltam profissionais para atender os novos leitos. Outra dificuldade que a pasta enfrenta, está relacionada ao Hospital de Campanha. A estrutura tem capacidade para abertura de 36 leitos de enfermaria, mas não há no mercado tanque para o armazenamento de oxigênio para atender os pacientes, por isso, não há previsão de reabertura do hospital.

Deixe o seu comentário

* campos obrigatórios.

Brasil Agora 2ª Edição