Encontro mensal da ACP foca em
oficinas de origami e atividade física
Para melhorar a qualidade de vida dos parkinsonianos
A Associação Campinas Parkinson (ACP) promove seu evento mensal com a realização de oficinas de origami e de atividade física para os portadores de Parkinson, seus familiares e cuidadores. A programação será aberta com acolhimento aos participantes, seguida de informes da diretoria da ACP, realização das oficinas e confraternização entre os presentes. O encontro acontece no próximo sábado – 21 de março/2026, das 14 às 17 horas, no auditório do Lar dos Velhinhos de Campinas (Rua Irmã Maria de Santa Paula Terrier, 300 – Vila Proost de Souza).
A presidente da ACP, Sandra Fontealba (gestão 2025-2028), afirmou que os eventos periódicos da entidade têm como objetivo trazer profissionais especializados, em diversas áreas da saúde, com informações relevantes para os portadores de Parkinson. “Nossos eventos também reúnem familiares e cuidadores, para que juntos possamos promover uma melhor qualidade de vida aos parkinsonianos”, acrescentou.
Oficinas – O educador físico, João Guilherme, com especialização em ginástica laboral e responsável pela oficina de atividade física, mostrará a importância dos exercícios para os portadores de Parkinson e para as pessoas em geral. Com especialização em diversas áreas, da hidroginástica à recreação para todas as idades, João Guilherme finalizará a sua oficina com uma dinâmica de exercícios terapêuticos na cadeira. O vice-presidente da ACP, Silvio Antônio Kuniyshi, coordenará a oficina de origami.
Perfil – A Associação Campinas Parkinson foi fundada em 15 de setembro de 2007 e é uma entidade sem fins lucrativos e declarada de utilidade pública municipal. Sua missão é ajudar e compreender a enfermidade, o tratamento e os recursos existentes para a melhoria da qualidade de vida da pessoa com Parkinson e de seus familiares. Seu objetivo é acolher, apoiar, informar e incluir, por meio de eventos, palestras, festas, passeios e orientações dos direitos do portador da doença.
Para Entender – Os principais sintomas da doença de Parkinson são tremor de repouso, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e alteração no equilíbrio. Como a doença é progressiva e degenerativa, o paciente deve procurar suporte médico para realizar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. A doença costuma aparecer depois dos 60 anos, mas 10% dos pacientes têm menos de 50 anos e 5% têm menos de 40. Ela ocorre pela perda de neurônios do Sistema Nervoso Central (SNC), em uma região conhecida como substância negra. Os neurônios dessa região sintetizam o neurotransmissor dopamina, cuja diminuição nessa área provoca sintomas clínicos, principalmente motores, característicos da doença de Parkinson.
A dopamina produzida pelos neurônios pertence a uma classe de substância denominada neurotransmissores, cuja função básica é levar adiante a informação recebida na forma de sinais elétricos, de um neurônio para outro formando sinapses. A dopamina atua especificamente em centros cerebrais ligados às sensações de prazer e dor, tendo papel comprovado nos mecanismos que geram dependência e vícios e também no controle motor. Nos casos de Parkinson, o movimento se mostra claramente afetado devido à falta da dopamina. A causa da doença é ainda desconhecida. Sabe-se que fatores genéticos, ambientais e envelhecimento podem ser alguns de seus causadores. Informações no site da ACP – https://campinasparkinson.org.br/