Celebrado em 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde é uma das principais datas do calendário global voltadas à conscientização sobre qualidade de vida, prevenção de doenças e acesso a cuidados de saúde. Criada em 1950, a data marca a fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS), instituída em 1948, e tem como objetivo mobilizar governos, profissionais e a população para discutir desafios e soluções em saúde pública.
Em 2026, a campanha global traz como tema “Together for health. Stand with science” (“Juntos pela saúde. Apoie a ciência”), reforçando a importância da informação baseada em evidências, da vacinação, da prevenção e do fortalecimento dos sistemas de saúde em um cenário ainda impactado pelos efeitos da pandemia e pelas novas demandas sanitárias. A data também chama atenção para problemas persistentes, como doenças crônicas, saúde mental, desigualdade no acesso a serviços e desafios ligados ao envelhecimento da população.
Segundo dados internacionais, milhões de mortes ainda ocorrem anualmente por causas evitáveis, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e complicações relacionadas à gestação, evidenciando a necessidade de ampliar políticas de prevenção e promoção da saúde. Apenas na área materna, por exemplo, cerca de 300 mil mulheres morrem todos os anos por causas evitáveis ligadas à gestação e ao parto, um indicador que reforça a urgência de ações estruturadas e contínuas.
A médica da família Dra. Mayara Motta destaca que o principal conceito por trás do Dia Mundial da Saúde é o cuidado contínuo, e não apenas a busca por tratamento quando surgem sintomas. “Saúde não é apenas ausência de doença. É um estado de equilíbrio físico, mental e social. Pequenas atitudes no dia a dia, como alimentação adequada, prática de atividade física, sono de qualidade e acompanhamento médico regular, fazem toda a diferença a longo prazo”, explica.
Segundo a especialista, a atenção primária à saúde desempenha papel fundamental nesse processo, especialmente na prevenção e no diagnóstico precoce. “A medicina de família atua justamente nesse acompanhamento contínuo, identificando riscos antes que eles se tornem doenças. Isso reduz internações, melhora a qualidade de vida e impacta diretamente na longevidade da população”, afirma.
A Dra. Mayara também chama atenção para um ponto cada vez mais relevante: a saúde mental. “Após a pandemia, ficou evidente que não podemos separar corpo e mente. Ansiedade, estresse e depressão impactam diretamente a saúde física, e precisam ser tratados com a mesma seriedade”, ressalta.Outro destaque da data é a necessidade de reduzir desigualdades no acesso à saúde. Organizações internacionais reforçam que garantir atendimento de qualidade para toda a população, independentemente de renda ou localização, é um dos maiores desafios globais. Iniciativas como campanhas de vacinação, programas de atenção básica e políticas públicas de prevenção são fundamentais para alcançar esse objetivo.
O Dia Mundial da Saúde, portanto, vai além de uma data simbólica. Ele funciona como um chamado à ação coletiva, lembrando que o cuidado com a saúde começa nas escolhas diárias e deve ser reforçado por políticas públicas, acesso à informação e acompanhamento profissional. A mensagem central é clara: investir em saúde é investir em qualidade de vida, bem-estar e futuro.