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Fundo de Cidadania Ativa abre inscrições para apoiar até 30 iniciativas comunitárias em periferias de Campinas

Fundo de Cidadania Ativa abre inscrições para apoiar até 30 iniciativas comunitárias em periferias de Campinas

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Gabrielli Silva (Nyak) - Gerente de Projetos na Casa Hacker

Edital vai destinar R$ 225 mil para projetos sociais desenvolvidos em territórios periféricos, fortalecendo coletivos, lideranças locais e redes comunitárias

Estão abertas as inscrições para o Fundo de Cidadania Ativa 2026, iniciativa que vai apoiar financeiramente projetos comunitários desenvolvidos em territórios periféricos de Campinas (SP). O edital prevê investimento total de R$ 225 mil para impulsionar ações locais voltadas à transformação social, fortalecimento comunitário, cultura, educação, geração de renda, direitos humanos, comunicação, sustentabilidade e outras iniciativas de impacto social. As inscrições podem ser feitas gratuitamente entre os dias 8 de maio e 14 de junho de 2026, por meio de formulário online disponível no site da Casa Hacker.

O Fundo de Cidadania Ativa é gerido pela Casa Hacker, Grupo Primavera e Ozipa Criativa, com apoio da Fundação FEAC. A iniciativa busca incentivar o fortalecimento de redes locais de colaboração e ampliar o impacto de ações comunitárias já desenvolvidas nas periferias da cidade.

Nesta edição, o fundo irá selecionar até 30 projetos. Serão destinados R$ 10 mil para 15 iniciativas desenvolvidas em rede por dois ou mais coletivos ou organizações, além de R$ 5 mil para outras 15 iniciativas individuais ou coletivas. O objetivo é fortalecer soluções criadas pelas próprias comunidades e ampliar o protagonismo de lideranças periféricas na construção de respostas para os desafios dos territórios.

Podem participar pessoas físicas, coletivos e organizações que residam ou atuem em regiões contempladas pelos hubs comunitários localizados em Campinas e apoiados pelo edital: Hub Quebrada em Movimento, no distrito do Campo Grande; Hub Conexão Quilombo Amarais, que abrange bairros como Jardim Santa Mônica, Jardim São Marcos, Jardim Campineiro, Vila Esperança e Recanto Fortuna; e Hub Ozipa Criativa, localizado no Parque Oziel, Monte Cristo, Gleba B e bairros do entorno.

Para concorrer na faixa de R$ 5 mil, é necessário comprovar atuação mínima de seis meses no território. Já para os projetos da faixa de R$ 10 mil, será exigida atuação mínima de pelo menos um ano. O cronograma prevê análise e seleção dos projetos entre os dias 15 e 24 de junho, com divulgação do resultado final em 30 de junho de 2026. Os projetos selecionados deverão iniciar suas atividades em até 45 dias após a contratação, com finalização e prestação de contas obrigatórias até 10 de setembro de 2026.

Segundo o gerente do projeto Hub de Cidadania Ativa, Marcelo Oliveira, foi pensado que as organizações recebam mais do que o recurso financeiro do programa. “Queremos oferecer suporte durante toda a execução dos projetos, facilitando o acesso ao edital, oferecendo acompanhamento técnico, apoiando a comunicação das ações e utilizando dados para que cada grupo fortaleça seus resultados e amplie a visibilidade do impacto que já gera nas comunidades”, pontua.

Para o diretor-executivo da Casa Hacker, Geraldo Barros, — Marcelo Oliveira, gerente do projeto Hub de Cidadania Ativa, muitas iniciativas de impacto nascem na quebrada — a própria Casa Hacker sendo uma delas — mas esbarram na falta de um primeiro apoio financeiro para tirar a ideia do papel. “Acreditamos que a virada não vem de fora: ela vem da própria periferia quando tem acesso a oportunidade, ferramentas e recursos. Com este edital, queremos que esse investimento chegue diretamente a quem está na ponta: as lideranças, os coletivos e suas ideias de transformação”, comenta.

Ainda de acordo com Barros, o apoio à inovação social que vem da periferia é justificado pois “fazemos parte dela”. “Desde 2018, caminhamos com lideranças e coletivos comprometidos em criar mais e melhores oportunidades de desenvolvimento para os territórios periféricos de Campinas. Mais do que apoiar projetos, queremos seguir deslocando o centro: tirar a periferia do rodapé da conversa e colocá-la como autora principal das respostas para os desafios do nosso tempo.”

Mais informações e acesso ao edital completo estão disponíveis no site da Casa Hacker.

Sobre a Casa Hacker
A Casa Hacker é uma organização sem fins lucrativos, fundada e liderada por pessoas periféricas e nascida na periferia de Campinas (SP). Com atuação em Campinas, São Paulo, Sumaré, Nova Odessa e Americana, tem como missão fazer das tecnologias e a inovação social um lugar para todos por meio da educação digital, da educação em STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). Acredita na educação como ferramenta de transformação para a construção de um futuro mais justo e sustentável. Nos últimos anos, mais de 120 jovens foram capacitados em STEAM; mais de 400 pessoas – de crianças e adolescentes a pessoas idosas – foram incluídas digitalmente por meio de programas de educação digital básica em mais de 10 territórios periféricos. A organização também já formou mais de 600 educadores para proteger a privacidade e a segurança de crianças e adolescentes on-line e repassou mais de R$ 500 mil diretamente a organizações, lideranças de impacto e coletivos para o desenvolvimento de iniciativas inovadoras de impacto social nas periferias.

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