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Campinas supera estimativas de SP e Brasil na incidência de câncer em homens – Dr. Davi Pinheiro Cunha – oncologista clínico

Campinas supera estimativas de SP e Brasil na incidência de câncer em homens – Dr. Davi Pinheiro Cunha – oncologista clínico

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Fonte - Dr. Davi Pinheiro Cunha, oncologista clínico e sócio do Grupo SOnHe - Campinas registra taxas de incidência superiores às estimativas do Estado de São Paulo e do Brasil nos cinco tipos de câncer mais frequentes entre os homens.

Campinas registra taxas de incidência superiores às estimativas do Estado de São Paulo e do Brasil nos cinco tipos de câncer mais frequentes entre os homens.

Os dados são do Registro de Câncer de Base Populacional (RCBP) de Campinas e refletem a incidência de casos novos por 100 mil habitantes entre 2016 e 2020. Na comparação com as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o período de 2026 a 2028, o câncer de próstata apresenta taxa de 72,64 casos por 100 mil habitantes em Campinas, enquanto a estimativa é de 63,43 para o Estado de São Paulo e de 46,22 para o Brasil.

O mesmo comportamento é observado no câncer colorretal (33,18 em Campinas; 24,53 em SP; 15,41 no Brasil), no câncer de pulmão (17,98; 13,84; 10,94), na cavidade oral (14,46; 9,66; 7,16) e no câncer de estômago (13,41; 8,97; 8,07).

Segundo André Sasse, oncologista clínico, CEO do Grupo SOnHe que integra o núcleo de excelência de câncer geniturinário do grupo, a leitura desses dados exige cautela. "Campinas conta com um Registro de Câncer de Base Populacional consolidado, que permite identificar com maior precisão os casos novos da doença. Além disso, o município possui uma população mais envelhecida e ampla oferta de serviços especializados e exames, fatores que favorecem o diagnóstico e reduzem a subnotificação. Taxas mais elevadas não significam, isoladamente, que os homens da cidade tenham maior risco de desenvolver câncer, mas que conseguimos medir melhor esse cenário," aponta Sasse.

Os cinco tumores que lideram a incidência entre os homens (próstata, colorretal, pulmão, cavidade oral e estômago) têm características distintas, mas compartilham fatores de risco conhecidos, como envelhecimento, tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada. "Esses dados também mostram a importância de investir continuamente em prevenção e diagnóstico precoce. Quando conhecemos o perfil epidemiológico da população, conseguimos orientar melhor tanto as políticas públicas quanto as estratégias de conscientização e estimular a procura pelos serviços de saúde antes do aparecimento dos sintomas", ressalta Vinícius Conceição, oncologista clínico, sócio do Grupo SOnHe que integra o núcleo de excelência de câncer de pulmão do grupo.

Em julho, quando é celebrado o Dia do Homem, em 15/7, o levantamento também chama atenção para um comportamento ainda frequente entre a população masculina: o adiamento de consultas e exames preventivos. Na prática, são filhas, companheiras, esposas, irmãs e outras mulheres da família que costumam incentivar a procura por atendimento médico, muitas vezes apenas quando surgem sintomas.

Embora cada tipo de câncer tenha fatores de risco específicos, manter hábitos saudáveis, evitar o tabagismo, controlar o peso, praticar atividade física, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e realizar acompanhamento médico regular são medidas capazes de reduzir o risco de diversas neoplasias.

"Quando falamos em câncer, o tempo faz diferença. Muitos tumores evoluem de forma silenciosa e podem ser identificados antes mesmo de causar sintomas. Por isso, manter consultas de rotina, conversar com o médico sobre os fatores de risco e realizar os exames indicados para cada faixa etária aumenta significativamente as chances de diagnóstico precoce e de sucesso no tratamento", afirma Débora Curi, oncologista clínica do Grupo SOnHe que integra o núcleo de excelência de câncer de cabeça e pescoço do grupo.

Para Davi Pinheiro Cunha, oncologista clínico e sócio do Grupo SOnHe que integra o núcleo de excelência de câncer gastrointestinal, os números reforçam que investir em informação e prevenção é tão importante quanto ampliar o acesso ao tratamento. "Os registros epidemiológicos mostram onde estão os maiores desafios e ajudam a direcionar políticas públicas e ações de conscientização. O próximo passo é transformar esse conhecimento em uma mudança cultural, estimulando os homens a incorporarem o cuidado com a saúde como parte da rotina, e não apenas diante de um problema."

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