Manhã Brasil

Cabelo afinando não é necessariamente calvície – Dra Tatiana Tournieux – cirurgiã plástica

Cabelo afinando não é necessariamente calvície – Dra Tatiana Tournieux – cirurgiã plástica

☁️ Ouça no SoundCloud:

Cabelo afinando não é necessariamente calvície: como identificar os primeiros sinais de rarefação capilar

Muitas mulheres percebem que o cabelo está “mais fino”, mas demoram a procurar avaliação por acreditarem que se trata apenas de uma fase de queda. A diferença é importante: enquanto episódios de queda podem ser temporários, a redução progressiva da densidade capilar pode indicar alterações que precisam de diagnóstico e tratamento específicos. Identificar o problema nas fases iniciais aumenta as possibilidades de controlar sua evolução e preservar os fios.

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Tatiana Tournieux, observar mudanças na aparência do cabelo é um dos primeiros passos para perceber que algo está diferente. “A mulher pode notar que a risca central está ficando mais larga, que o couro cabeludo aparece com maior facilidade, que o rabo de cavalo perdeu volume ou que os fios novos estão nascendo cada vez mais finos. Esses sinais merecem investigação, principalmente quando evoluem de forma gradual”, explica.

A queda de cabelo pode acontecer por diferentes motivos, como estresse, doenças, alterações hormonais, deficiências nutricionais ou uso de determinados medicamentos. Em muitos casos, a perda pode ser temporária. Já a rarefação capilar envolve uma diminuição progressiva da densidade e, em algumas condições, o afinamento dos fios. A alopecia androgenética feminina, por exemplo, costuma provocar redução gradual do volume, principalmente na região central do couro cabeludo.

“Antes de tratar, precisamos descobrir por que o cabelo está afinando. O diagnóstico pode envolver avaliação clínica, análise do couro cabeludo e, quando necessário, exames laboratoriais. Tratar somente o sintoma pode atrasar a identificação da causa”, alerta Tatiana. A avaliação precoce é importante porque alguns tipos de alopecia podem evoluir de maneira progressiva, e quanto antes a causa for identificada, maior a possibilidade de preservar os folículos ainda ativos.

Outro ponto é evitar a automedicação. Suplementos e produtos contra queda nem sempre são necessários e podem não resolver o problema quando a causa é outra. “O cabelo funciona como um sinal do organismo. Quando percebemos uma mudança persistente na espessura ou na densidade, não devemos esperar a situação ficar evidente para investigar”, conclui a cirurgiã plástica.

Observar a largura da risca, a quantidade de couro cabeludo aparente e a perda de volume do cabelo pode ajudar a identificar precocemente uma rarefação. Mais do que contar quantos fios caem por dia, é importante perceber se o cabelo está mudando de forma contínua.

CG
Escrito por Camilla Godoy

Compartilhe esta notícia:

×