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Teste respiratório: COC oferece exame inovador para diagnóstico digestivo – Fernando Medina é oncologista clínico e diretor técnico do Centro de Oncologia Campinas

Teste respiratório: COC oferece exame inovador para diagnóstico digestivo – Fernando Medina é oncologista clínico e diretor técnico do Centro de Oncologia Campinas

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Imagine diagnosticar um dos distúrbios digestivos mais frequentes com um exame tão simples quanto assoprar um aparelho a cada 15 minutos. Essa é a realidade do teste respiratório de hidrogênio e metano, uma tecnologia não invasiva, barata e segura que vem se consolidando como peça central na investigação do crescimento excessivo de bactérias no intestino delgado — condição associada a distensão abdominal, gases e sintomas que afetam a qualidade de vida de milhões de pessoas.

O Centro de Oncologia Campinas coloca à disposição dos pacientes a partir deste mês o Teste Respiratório do Hidrogênio e Metano Expirado, realizado com o equipamento HealthGo Air 1. O exame amplia a capacidade de investigação diagnóstica de certas intolerâncias e de má absorção de determinados carboidratos.

 É preciso entender o mecanismo, confirmar sua relevância clínica e transformar o diagnóstico em uma estratégia nutricional segura, individualizada e sustentável. “O teste de hidrogênio expirado pode contribuir para essa decisão, mas seu maior valor está na integração entre diagnóstico, avaliação nutricional e acompanhamento da resposta à dieta”.

 Vantagens e praticidade

O oncologista clínico Fernando Medina destaca que um dos aspectos mais relevantes do teste é a acessibilidade. “Enquanto métodos invasivos exigem centro endoscópico, equipe especializada e custos elevados, o teste respiratório pode ser realizado em laboratórios comuns, por profissionais treinados em protocolo simples, sem nenhum risco ao paciente. Para sistemas de saúde públicos e privados sob pressão orçamentária, isso é revolução silenciosa”, avalia.

Além da simplicidade de execução, o teste também tem preços acessíveis e um preparo de paciente descomplicado. São umas poucas regras objetivas: suspensão de antibióticos por quatro semanas, jejum de oito a doze horas, dieta controlada no dia anterior.

“Na prática médica, o teste respiratório brilha justamente onde mais se precisa dele: na confirmação. Especificidade de 83% com glicose significa que o paciente com resultado positivo tem alta probabilidade de realmente portar a condição — informação que viabiliza tratamento dirigido, com antibióticos de curta duração, em vez de meses de tentativas empíricas sem alvo”, explica.

 Como funciona

O teste pode ser requisitado por médicos e nutricionistas para diagnósticos de disbiose, crescimento bacteriano do intestino delgado e intolerâncias como à lactose, frutose, frutano.

A quantidade de hidrogênio e metano na respiração é usada para diagnosticar a origem de várias condições gastrointestinais. A produção isolada de metano, por exemplo, está associada a quadros de constipação crônica e alterações intestinais funcionais.

Após jejum de 12 horas, o paciente sopra em um analisador portátil para obter a linha de base dos gases. Em seguida, ingere um substrato, que pode ser glicose ou lactulose, e novas amostras da respiração são coletadas a cada 15 a 30 minutos, por até 3 horas.

Para a acurácia dos resultados, os pacientes devem seguir dieta pobre em alimentos fermentáveis no dia anterior ao exame, bem como a higiene oral e o jejum preconizados, além de procederem a sopros efetivos durante a coleta.

 SERVIÇO

Teste Respiratório do Hidrogênio e Metano Expirado

Onde realizar: Centro de Oncologia Campinas – Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas

Informações: Pelo telefone (19) 3787-3400

CG
Escrito por Camilla Godoy

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