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Por Elias Aredes

Após manifestação do dia 12 de setembro, oposições ainda buscam um caminho

Com mobilizações realizadas em diversas partes do Brasil, militantes de partidos de direita e de esquerda atenderam ao chamado do Movimento Brasil Livre e movimento Vem para Rua e protestaram no domingo, dia 12 de setembro, contra a gestão do Presidente da República Jair Bolsonaro.

O principal ato ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo. No local, o evento contou com discursos do governador de São Paulo, João Dória, e do presidenciável do PDT, Ciro Gomes. Que não poupou criticas ao atual ocupante do Palácio do Planalto.

O ex-candidato à Presidência da República pelo Novo, João Amoedo, e o ex-titular do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também discursaram. Mas os fatos e as presenças de personalidades políticas não serviram para produzir análises positivas. Pelo contrário. Para o deputado federal pelo partido Novo por São Paulo Alexis Fonteyne, não  existe futuro  positivo aos atuais postulantes à terceira via.

O presidente do Diretório Municipal do Novo em Campinas, Emerson Scheffer reafirmou que o comparecimento do partido as manifestações do domingo, dia 12 tem relação com a postura oposicionista da sigla em relação ao governo de Jair Bolsonaro.

Em contrapartida a mobilização feita pelos movimentos digitais e partidos de centro-direita e centro esquerda, o Partido dos Trabalhadores e a Central Ùnica dos Trabalhadores, a CUT não atenderam a convocação da manifestação. Mas o vereador pelo PC do B de Campinas, Gustavo Petta, considera que é injusto dirigir criticas aos militantes de esquerda que estiveram nas ruas.

De acordo com pesquisa feita pela USP na Avenida Paulista e divulgada pelo portal da BBC Brasil, 85% dos entrevistados consideram a necessidade  de uma ampla aliança politica para transformar o impeachment em realidade. No entanto, 38% dos entrevistados disseram que não participariam de uma manifestação junto com o PT. Outros 33% responderam que não ocupariam as ruas ao lado da CUT, e 31% não protestariam com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). O levantamento teve 841 entrevistas com margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos

Reportagem Elias Aredes com foto de Jaélcio Santana (Fotos Públicas)

 

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