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Por Celina Silveira

Campinas registra recorde de mortes confirmadas por Covid-19 em um único dia

Mais vinte e seis mortes por Covid-19 foram confirmadas em Campinas nas últimas vinte e quatro horas. Este é o maior número de óbitos confirmados pela doença em um único dia desde que o primeiro óbito foi registrado na cidade no final de março.

As mortes ocorreram entre o dia 1º e 13 de julho e aguardavam confirmação do laboratório. Das vinte e seis vítimas, dezoito tinham mais de 60 anos e apenas quatro não apresentavam outras comorbidades. No total, Campinas soma 481 óbitos por Covid-19. Outros 27 estão em investigação.

O anúncio foi feito durante live realizada na tarde desta terça-feira (14), nas redes sociais do prefeito de Campinas, Jonas Donizette. Apesar do número de óbitos, o secretário de Saúde Carmino de Souza, informou que os casos da doença devem diminuir em breve e anunciou que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) vão deixar de atender a população aos domingos devido o baixo número de pacientes registrados.

“É realmente triste, né, prefeito? A gente tem lutado muito para que isso se reduza e acho que vai reduzir. Eu tenho convicção que nós estamos chegamos perto do começo dessa redução de casos. Nós temos observado nos nossos ambulatórios, nas nossas portas, tem inclusive um anúncio que eu  queria aproveitar, que nossas Unidades Básicas nós não abriremos mais no domingo, abriremos no sábado porque o número de casos foi muito pequeno”

O número de pessoas internadas por Covid-19 em Campinas também é o mais alto registrado desde o início da pandemia, são 409 pessoas. Segundo Carmino de Souza, Campinas possui o dobro de leitos indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a alta taxa de ocupação é justificada porque pacientes com sintomas mais leves também estão sendo internados:

“Quando a gente fala de casos internados a gente fala de todo o conjunto de pessoas que estão nos nossos leitos. Lembrar, eu quero recordar que nós mudamos um pouco a política de internação de casos leves e de casos intermediários. Nós estamos internando mais casos iniciais para dar mais segurança ao médico e ao paciente de que a evolução é favorável ou não. Se a evolução for favorável, a pessoa volta para casa em um ou dois dias orientado com aquilo que ele precisa. Se gente perceber que o caso é desfavorável: piora do quadro respiratório, dessaturação de oxigênio, aí ele fica e às vezes ele vai para a UTI”

Atualmente, a taxa de ocupação de leitos de UTI em Campinas é de 87,7%. Dos 423 leitos existentes, apenas 52 estão livres, somando os leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e do setor privado. A taxa de letalidade na cidade é de 3,9%.

Foto: Prefeitura de Campinas

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