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Por Celina Silveira

Campinas: taxa de transmissão de Covid-19 sobe para 1,17 em novembro

A taxa de transmissão da Covid-19 em Campinas chegou a 1,17 em novembro, segundo o Observatório Covid-19 BRAs estimativas calculadas pelo Observatório são usadas pela Secretaria de Saúde de Campinas.

Os dados apontam que em 11 de outubro a transmissão chegou a 0.79, menor índice desde o início da pandemia na cidade. Nos dias seguintes, no entanto, a tendência foi de alta e a transmissão em Campinas chegou a 1,17 no dia 08 de novembro, patamar semelhante ao registrado na cidade em junho.

A taxa de transmissão indica quantas pessoas cada infectado tem potencial para contaminar. Quando a taxa é superior ao número 1, estima-se que apenas um infectado pode contaminar mais de uma pessoa saudável.

Na última quarta-feira (25), o secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, afirmou durante live que a taxa de transmissão em Campinas estava em 0,78. 

“Eu tenho uma informação complementar sobre a taxa de transmissão na nossa cidade. Está em 0,78, lembrar sempre que tem um intervalo de confiança nesse assunto, pode ir perto de 1 ou bem abaixo de 0,78, mas esse é o número de hoje”.

Naquela quarta-feira, dia 25 de novembro, a última estimativa divulgada pelo Observatório era para a data de 25 de outubro e apontava taxa de 0,80. 

O Observatório usa os números de casos graves de Covid-19 registrados no SIVEP-Gripe para o cálculo da taxa de transmissão – também chamada de R efetivo. Por isso, quando casos antes não notificados são lançados no sistema, o Observatório atualiza a taxa de transmissão das semanas anteriores e os números já divulgados podem sofrer alterações para mais ou para menos. 

Segundo uma das pesquisadora do Observatório, a bióloga Andrea Sánchez-Tapia, estimativa da taxa de transmissão abaixo de 1 não é sinônimo de segurança.

“Uma estimativa de R efetivo abaixo de 1 não significa que a pandemia foi controlada, ela só significa que a transmissão desacelerou, então não tem, na realidade, um motivo para parar de se proteger, ela não significa segurança. Ao contrário, quando a estimativa de R efetivo decresce é uma oportunidade para todos aproveitarmos e ajudar a manter o R efetivo baixando”.  

A estimativa de transmissão mais próxima desta sexta-feira (27) é do dia 22 de novembro, para quando o Observatório estimou taxa de 0,9. O número, segundo o Observatório, está dentro do intervalo de confiança que pode variar entre 0,57 e 1,27. 

A pesquisadora Andrea Sánchez-Tapia alerta que a população não deve diminuir os cuidados nem duvidar de uma nova onda de contaminação.

“A transmissão voltou a tomar força e voltamos a ter uma situação similar à do início da pandemia. Os dados de Campinas mostram que a gente está bem melhor do que no auge da pandemia, mas o que é importante dizer é que a segunda onda que está acontecendo em outros lugares do mundo é uma advertência para todos nós porque pode acontecer se a gente não se cuidar.”

Procurada para comentar a alta da taxa de transmissão para 1,17 em novembro, a Prefeitura de Campinas informou, em nota, que “está atenta e acompanha todos os dados e parâmetros relacionados a Covid-19 no município” e que  “a partir desta sexta-feira a taxa de transmissão será atualizada semanalmente”.

Leia a nota completa:

“A Prefeitura de Campinas está atenta e acompanha todos os dados e parâmetros relacionados a Covid-19 no município e no Estado para fazer os ajustes que forem necessários. Um dos indicadores avaliados é a taxa de transmissão, que é um número que oscila diariamente e, por isso, a partir desta sexta-feira será atualizado semanalmente. No entanto, para realizar qualquer tipo de mudança, vários outros indicadores são levados em consideração, como número de casos leves e graves, porcentagem de leitos ocupados, número mortes, positividade dos testes, entre outros.

A Prefeitura tem reforçado a importância do uso de máscaras, obrigatório em Campinas, assim como da lavagem de mãos, aplicação de álcool em gel e distanciamento, que até o momento são as únicas medidas comprovadamente efetivas contra o novo coronavírus e têm sido destacadas pelo prefeito Jonas Donizette e pelo secretário de Saúde Carmino de Souza em todas as suas manifestações.

A administração, por meio de uma força tarefa coordenada pela Vigilância Sanitária, que reúne a GM, fiscais do Urbanismo, Procon, Defesa Civil e Setec, realiza fiscalizações em toda a cidade para o cumprimento da legislação municipal, que determina a ocupação máxima dos locais, proíbe aglomerações e prevê o uso de máscaras de proteção individual em locais públicos.”

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