Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Celina Silveira

Campinas tem alta de 94% dos óbitos por Covid-19

As mortes causadas pela Covid-19 em Campinas saltaram 94% na 11ª semana epidemiológica de 2021. No período de 14 a 20 de março, 132 pessoas morreram pela doença na cidade, segundo dados do Observatório PUC-Campinas.

Dos 11,6 mil novos casos notificados no DRS-7, que abrange 42 municípios, 2,1 mil ocorreram em Campinas, 18,1% do total notificado na última semana. 

Em relação às mortes, o percentual é ainda maior: das 386 vítimas fatais da covid-19 no DRS-7,132 foram a óbito em Campinas.O número corresponde a 34% dos óbitos provocados pela doença na região.

Atualmente, Campinas enfrenta o pior momento da pandemia desde que o novo coronavírus chegou à cidade, há mais de um ano.

A diretora do Devisa (Departamento de Vigilância Sanitária), Andrea Von Zuben, explica que os números de óbitos por Covid continuam subindo porque as pessoas que morreram nos últimos dias foram contaminadas há pelo menos um mês, período anterior à Fase Emergencial do Plano São Paulo. 

“O período de incubação pode ser até 14 dias. Aí, geralmente ela piora do quinto ao décimo dia depois do início dos sintomas e aí ela procura o hospital e tem mais o tempo da internação (enfermaria oito dias e UTI dezoito dias). Então, essa pessoa que foi a óbito agora foi infectada há 30, 40 dias atrás, quando não existiam essas medidas restritivas.”

Além do sistema de saúde, o contágio acelerado do coronavírus também pressiona a economia. 

Segundo o economista do Observatório PUC-Campinas, Paulo Oliveira, em Campinas, a pandemia encontrou uma economia estagnada desde 2008 e registrando taxas de crescimento próximas a 0%. 

Na RMC, o auxílio emergencial chegou a 745 mil pessoas. O total injetado na RMC foi de R$ 2,5 bilhões, o que correspondeu a  9,3% da massa salarial ao mês da região. 

O economista Paulo Oliveira explica que o auxílio do governo federal foi importante para manter o consumo das famílias no primeiro ano de pandemia, no entanto, o corte no número de beneficiários e a redução do valor mensal do benefício, que terá valor médio de R$ 250 em 2021, são medidas incoerentes.

“Vamos ter uma redução muito drástica, ao mesmo tempo que problemas econômicos e sociais que estavam presentes no ano passado não foram resolvidos (desemprego, consumo em queda ao mesmo tempo que os leitos estão com superlotação ), então, esse contexto todo é bastante incoerente com a redução do auxílio que agora pode chegar no máximo a R$ 300 por família, então tudo isso é muito incoerente com a situação econômica e da crise sanitária.” 

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