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Por Luiz Felipe Leite

Capítulo 3 – Planeta Água: é para sempre?

O consumo de água no Brasil deve aumentar mais de 20% até o ano de 2030. Segundo um estudo da Agência Nacional de Águas, a maior responsável para esta possível elevação vai ser a agropecuária.

A projeção foi publicada no Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil, que tem como base o período evolutivo de utilização da água desde 1931, passando pelo atual momento, até 2030.

Ainda de acordo com a agência, a agricultura irrigada e o abastecimento animal são responsáveis por consumir 60% dos recursos hídricos nacionais disponíveis.

Ainda falando de números, a importância econômica da agropecuária no Brasil é relevante, pelo menos do ponto de vista numérico. Segundo o Ministério da Agricultura, o Valor Bruto da Produção de janeiro deste ano, que corresponde ao faturamento bruto dentro das propriedades rurais, foi de mais de R$ 380 bilhões para na Agricultura e superior a R$ 185 bilhões na Pecuária.

Por causa disto, e da importância da água para a continuidade da existência dos seres vivos, é que a manutenção dos recursos hídricos deve ser melhor planejada. Esta é a opinião do Engenheiro Civil, especialista em Recursos Hídricos pela Unesp de Ilha Solteira e coordenador geral do Mestrado em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos, Jefferson Nascimento de Oliveira.

De acordo com Publicitário, professor da ESPM e coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental, Marcus Nakagawa, ainda há dificuldade das pessoas entenderem como equilibrar a relação entre necessidade econômica e a proteção ambiental.

Com o objetivo de equilibrar esta relação, alunos do programa de Pós-Graduação em Sistemas de Infraestrutura Urbana da PUC-Campinas desenvolvem trabalhos para incentivar a recuperação de nascentes, dentro de Campinas, como uma nova forma de produção agrícola.

Uma das alunas do programa é a Engenheira Ambiental e Sanitarista formada pela PUC-Campinas, Joice Machado Garcia. A dissertação dela está usando como base o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais da Prefeitura de Campinas, com foco no pagamento pela água e recursos hídricos. É um instrumento para estimular a proteção dos serviços ambientais, ou seja, a capacidade da natureza em proporcionar ar puro ou água limpa, por exemplo.

Estudos realizados pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente catalogaram até agora 2.498 nascentes em Campinas, sendo que mais de duas mil estariam com problemas de degradação.

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