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Por Celina Silveira

Cardiologista Marcelo Queiroga é o novo ministro da Saúde; especialistas apontam medidas para conter a pandemia

O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga, é o novo ministro da Saúde. Queiroga é o quarto ministro a comandar a pasta desde o início da pandemia e substituirá o general Eduardo Pazuello. 

Pazuello deixa o cargo – seis meses após ser oficialmente nomeado – carregando polêmicas, como a indicação de medicamentos que não têm comprovação científica para o tratamento da Covid-19 e o atraso na compra e distribuição de vacinas. Pazuello também é investigado pela Polícia Federal sobre a crise de oxigênios em Manaus.   

Com a nomeação do cardiologista Marcelo Queiroga como novo ministro da Saúde, a Rádio Brasil ouviu especialistas em Saúde para apontar quais medidas o Ministério da Saúde precisa adotar com urgência para controlar a pandemia da Covid-19 no país.

Para Luís Ozan, farmacêutico especializado em Gestão da Saúde, a substituição de um general por um médico é positiva, no entanto, as primeiras declarações de Marcelo Queiroga trazem preocupação à comunidade científica.

Para o médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina Neto, é urgente diminuir o número de casos, o que só acontece com restrições de circulação de pessoas. 

Gonzalo Vecina afirma também que é preciso melhorar a rede de assistência à saúde, aumentar as vagas em UTIs e ampliar as vacinas disponíveis ao Brasil para garantir a imunização da população com mais de 18 anos ainda em 2021.

Além das políticas públicas que devem ser adotadas pelo Ministério da Saúde, os especialistas em saúde reforçam a importância dos protocolos sanitários que devem ser adotados pela população, como não participar de aglomerações, praticar o distanciamento físico, higienizar as mãos e sempre usar a máscara de proteção para evitar a transmissão do coronavírus.

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