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Por Luiz Felipe Leite

Centro de Contingência paulista recomenda aumento do intervalo entre aplicação das doses das vacinas contra a Covid-19

Os especialistas do Centro de Contingência contra a Covid-19 do Governo de São Paulo, formado por médicos e profissionais da saúde, são favoráveis ao aumento do período necessário pra aplicação entre uma dose e outra das vacinas contra a Covid-19. A informação foi divulgada no começo da tarde desta quarta-feira (27) em coletiva de imprensa, no Palácio dos Bandeirantes, e transmitida pela internet.

A orientação na bula da CoronaVac é que a segunda dose da vacina seja aplicada em um intervalo de 14 a 28 dias. Já a da AstraZeneca possui um intervalo, recomendado pela fabricante, ainda maior: 90 dias entre a aplicação da primeira e da segunda dose do imunizante.

O Estado de São Paulo distribuiu, até o momento, mais de 1,3 milhão de doses da CoronaVac e mais de 500 mil da vacina AstraZeneca às cidades paulistas. Como não há vacinas disponíveis pra todos do público alvo estabelecido pela Secretaria de Saúde do Estado, o objetivo com o aumento do período necessário entre a aplicação da primeira e da segunda dose dos imunizantes é garantir que mais pessoas recebam os produtos.

Se houver uma resposta positiva dos responsáveis pelo PNI, o Programa Nacional de Imunização, o Governo Paulista irá autorizar a ampliação dos prazos. Na avaliação do médico e coordenador do Centro de Contingência contra a Covid-19, Paulo Menezes, não deverá haver queda na eficácia das vacinas se o período entre a aplicação das duas doses for maior.

Outro ponto abordado na coletiva de imprensa foram os descumprimentos às novas regras do Plano SP, de flexibilização das atividades não essenciais em São Paulo em meio à pandemia. Alguns setores estudam não cumprir as novas normas, por serem mais rígidas. Sobre isso, o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi, cobrou as prefeituras que permitirem tais descumprimentos. Ele afirmou que os casos do tipo vão ser encaminhados ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça.

No fim da coletiva de imprensa, a Secretaria de Educação do Estado informou que as escolas estaduais de São Paulo vão receber, a partir de 1° de fevereiro, os estudantes que desejarem as merendas escolares. O objetivo é evitar a falta de alimentação dos alunos, que devem se cadastrar pela internet. Mais informações no site educacao.sp.gov.br.

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