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Por Elias Aredes

Cidades da RMC buscam alternativas para recuperar conteúdo perdido durante aulas remotas

A pandemia ainda gera consequências na sociedade. Relatório divulgado pela Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico  demonstrou que em média as unidades de pré escola e de ensino fundamental presentes no Brasil ficaram 178 dias sem aulas presenciais. O período é o triplo de tempo em comparação com a média registrada nos países mais ricos.

O levantamento foi realizado de janeiro de 2020 e maio de 2021. O fechamento das unidades escolares foi uma das medidas adotadas por estados e municípios para evitar a propagação da covid-19. Nos países desenvolvidos pesquisados, a média  foi de  44 dias fechados nas unidades pré escola. No nível primário o período fechado ficou em 58 dias.

Ângela Soligo, professora na Faculdade de Educação na Unicamp  afirma que é preciso contextualizar o problema. Segundo ela, o atraso para o retorno nas aulas presenciais está ligado ao fato de que o Brasil tem um lento processo de vacinação e isso atrapalha o planejamento nas escolas.

Soligo enfatiza a alta capacidade dos professores. Para ela, o  que diferencia é a infraestrutura que é colocada à disposição.  Apesar dos prejuízos gerados pelo ensino remoto, a professora acredita de que é possível recuperar o tempo perdido, principalmente se o ano letivo for bem planejado.

As prefeituras da Região Metropolitana de Campínas fazem trabalhos distintos em relação a nova realidade.

Em Campinas,  a rede municipal  vai fazer uma avaliação diagnóstica para verificar o aprendizado absorvido por cada aluno. O projeto teve início em maio, com o retorno das aulas presenciais, e segue até o próximo ano, em um processo contínuo.

Em Valinhos, a decisão foi por uma oferta de Recuperação Paralela e Contínua feito semanalmente para o ensino fundamental dos anos iniciais. O projeto é realizado diariamente para os anos finais do  ensino fundamental. Também é feito um Projeto de Reforço Escolar e  atendimento psicopedagógico para alunos matriculados em unidades escolares localizadas na zona rural, consideradas mais vulneráveis no trabalho remoto.

Na cidade de Hortolândia,  a decisão foi de realizar uma Avaliação Diagnóstica, cujo objetivo é mapear a aprendizagem dos alunos no retorno presencial às escolas e identificar as dificuldades específicas de cada aluno na assimilação do conteúdo. A meta é conhecer a realidade de cada grupo e analisar o desenvolvimento dos alunos.

Reportagem Elias Aredes com foto de Assessoria de Imprensa/Prefeitura de Hortolândia

 

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