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Por Oscar Nucci

Em discurso de abertura na ONU, Bolsonaro defende cloroquina e exalta atos do 7 de setembro

Na manhã desta terça-feira (21) o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso que abriu a 76a Assembleia Geral da ONU em Nova York. 

Em seu discurso, Bolsonaro defendeu o tratamento precoce contra a Covid-19, feito principalmente pela cloroquina. O presidente brasileiro afirmou no discurso que fez o tratamento com cloroquina. 

A Organização Mundial de Saúde, a Associação Médica Brasileira e a Sociedade Brasileira de Infectologia afirmam que a cloroquina não deve ser usada para o tratamento da doença. 

“Desde o início da pandemia apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce, seguindo recomendação do nosso Conselho Federal de Medicina. Eu mesmo fui um que fiz tratamento inicial”, disse o presidente na sede da ONU em Nova York.

Ainda em seu discurso, Jair Bolsonaro exaltou os atos de 7 de setembro em que apoiadores do presidente saíram às ruas contra o Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro disse que foi a maior manifestação do Brasil. 

“No último 7 de setembro, data da nossa independência, milhões de brasileiros de forma pacífica e patriótica foram às ruas na maior manifestação de nossa história mostrar que não abrem mão da democracia, das liberdades individuais e de apoio ao nosso governo”, afirmou Jair Bolsonaro.

Na realidade, na cidade de São Paulo foram 125 mil manifestantes no ato e em Brasília o 7 de Setembro bolsonarista reuniu cerca de 105 mil pessoas segundo dados das PM’s de ambas as cidades. A família Bolsonaro esperava um total de 3 milhões de pessoas. 

Ainda no discurso, o presidente repetiu suas falas de 2020 contra o lockdown e medidas restritivas contra a propagação do coronavírus e apresentou dados de prejuízo ao governo por conta disso. 

Bolsonaro ainda criticou o “passaporte sanitário” feito por muitos países, que garante que as pessoas vacinadas contra a Covid-19 tenham maior possibilidade de circular. 

“Apoiamos a vacinação, contudo, o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada à vacina”, declarou Bolsonaro em seu discurso.

Jair Bolsonaro está desde segunda-feira (20) na cidade de Nova York acompanhado de ministros e da primeira-dama. No dia 20, o ministro do Turismo Gilson Machado Neto publicou uma foto em que Bolsonaro e sua comitiva comiam pizza na rua. 

Na cidade de Nova York, apenas as pessoas que apresentarem comprovante de vacinação contra Covid podem entrar em restaurantes. E, como ele próprio afirmou para o primeiro ministro britânico Boris Johnson, Jair Bolsonaro não está vacinado 

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