Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Luiz Felipe Leite

Especialistas comentam sobre a responsabilidade coletiva em relação à vacinação

O governos Federal e Estadual de São Paulo travam, nos últimos tempos, uma discussão sobre a CoronaVac, vacina desenvolvida por um laboratório chinês em parceria com o Instituto Butantan. O imunizante está sendo testado no Brasil pra verificar se é, de fato, eficiente contra a Covid-19.

Enquanto os paulistas defendem o uso da vacina, se ela for comprovada e autorizada pelas autoridades em saúde, alguns integrantes do Governo Federal, como o próprio presidente Jair Bolsonaro, defendem a não obrigatoriedade da imunização.

Legalmente, segundo a lei brasileira, a vacinação pra crianças e adolescentes é obrigatória de acordo com o ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, em casos recomendados pelas autoridades sanitárias. No entanto, isso não acontece com os adultos. No caso específico da Covid-19, a situação é outra: De acordo com a Lei Federal n° 13.979, de 6 de fevereiro deste ano, caberá ao Ministério da Saúde determinar a vacinação obrigatória contra o vírus, caso seja necessário.

Especialistas na área da imunologia ouvidos pela reportagem da Rádio Brasil Campinas nesta quinta-feira (22) falaram sobre o tema.

Na avaliação da médica Ana Karolina Barreto Marinho, coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, a liberdade individual deve ser respeitada. Mas é necessário reforçar a consciência das pessoas por meio do incentivo à vacinação.

Segundo o médico clínico e infectologista da Unifesp, a Universidade Federal de São Paulo, Paulo Olzon, a quantidade da carga viral no corpo humano vai definir se existe uma chance maior ou menor de se disseminar uma determinada doença. E que a única maneira de se evitar completamente essa situação é com a imunização, usando uma vacina comprovada cientificamente.

De acordo com o consórcio dos veículos de imprensa, até o fechamento desta reportagem, tinham sido confirmados com a Covid-19, desde o início da pandemia no Brasil, 5.303.520 casos, sendo 155.500 mortes e 4.756.489 pacientes recuperados.

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