Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Luiz Felipe Leite

Especialistas em saúde defendem o lockdown como maneira de segurar o avanço da Covid-19

Com o anúncio do prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), de que o lockdown seria avaliado como medida pra conter o avanço da pandemia da Covid-19, caso os números de contaminações, internações e mortes continuassem a aumentar, o tema voltou a dominar as discussões na cidade e na região. Uma reunião entre os prefeitos da RMC, a Região Metropolitana de Campinas, foi feita nesta terça-feira (16) justamente sobre o assunto, mas sem nenhum resultado imediato.

A reportagem da Rádio Brasil, então, questionou especialistas em saúde se a medida é suficiente pra conter o avanço da pandemia em Campinas e na região.

Um deles é o médico, professor de hematologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e ex-secretário de Saúde de Campinas, Cármino de Souza. Segundo ele, o enfrentamento da pandemia passa pela vacinação e pelo distanciamento social. Pro especialista, os efeitos de um lockdown só seriam sentidos de duas a três semanas depois do seu início, sendo suficiente pra conter a pandemia do novo coronavírus, mas não de forma definitiva.

Na avaliação da médica infectologista, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia e professora na Unicamp, Raquel Stucchi, as pessoas precisam compreender o momento que a sociedade passa atualmente. Por isso, evitar o contato social com pessoas de fora do convívio diário é fundamental.

De acordo com o professor Luis Ozan, coordenador de Pós Graduação em Gestão em Saúde da Fundação Hermínio Ometto, o lockdown deve ser aplicado em situações onde o sistema de saúde de um determinado local ou região esteja em colapso, ou seja, com índices de ocupação de leitos de enfermaria e de UTI próximos ou superiores ao máximo disponível.

Até o fechamento desta reportagem o índice de ocupação de leitos de UTI pra casos graves da Covid-19 no sistema de saúde de Campinas era superior a 95% do total. É o maior nível desde o começo da pandemia do novo coronavírus.

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