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Por Celina Silveira

Estado de São Paulo terá Fase Emergencial e toque de recolher a partir de 15 de março

O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (11) que todo o estado entrará em uma fase mais restritiva a partir da próxima semana. 

A Fase Emergencial do Plano SP prevê medidas mais restritivas para 14 setores da economia, entre eles, padarias, restaurantes, transporte coletivo e individual, estabelecimentos comerciais considerados essenciais, hotelaria e administração pública.

A Fase Emergencial terá início na próxima segunda-feira, 15 de março, e está prevista para terminar após 15 dias, em 30 de março.

Durante o período, ficam proibidas as retiradas de alimentos e produtos para todos os setores comerciais.Também será proibido o funcionamento de lojas de materiais de construção, atividades religiosas coletivas e atividades esportivas.

Serviços de delivery podem funcionar 24 horas por dia. Já o serviço de drive-thru, quando o cliente vai até o estabelecimento retirar o produto sem sair do veículo, pode funcionar entre 5h e 20h. 

Na Fase Emergencial, o tele-trabalho passa a ser obrigatório para atividades administrativas não essenciais.

Outra medida que estará em vigor entre 15 e 30 de março é o toque de recolher que terá entre as 20h e 5h.

Na Fase Emergencial, o uso de parques e praias ficam proibidos e as máscara de proteção serão obrigatórias em ambientes externos e internos.

Com a Fase Emergencial, o governo prevê que 4 milhões de pessoas devem deixar de circular, como explica a secretária de desenvolvimento econômico, Patricia Ellen.

Em 4 dias, o Centro de Contingência da Covid-19 no estado de São Paulo já registrou aumento de 12% dos novos casos, alta de 9,8% das internações e de 12,3% dos óbitos, em relação a toda a semana epidemiológica anterior.

Mais de 20 mil pessoas com covid-19 estão internadas em unidades hospitalares e a taxa de ocupação de leitos de UTI no estado é de 87,6%.

Segundo o coordenador executivo do Centro de Contingência, João Gabbardo, o sistema de saúde corre o risco de colapsar em 15 dias.

O governo de São Paulo afirma que os transportes de administração estadual não sofrerão redução da frota.

Na área da educação, o governo sugere que escolas públicas e particulares atendam presencialmente apenas para alimentação de alunos vulneráveis e para entrega de materiais. No entanto, escolas podem receber até 35% dos alunos para atividades que considerarem essenciais. 

Na rede estadual, o governo de São Paulo definiu que os recessos programados para abril e outubro serão antecipados para o período de 15 a 28 de março.

Governo de SP

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