Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Celina Silveira

Ex-secretário executivo da gestão Pazuello nega que Ministério da Saúde tenha defendido tratamento precoce para a Covid-19

O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, depôs na CPI da Pandemia no Senado nesta quarta-feira (9).

Considerado o braço direito do general Eduardo Pazuello na pasta, Franco iniciou o depoimento na CPI afirmando que, em 2020, o Ministério da Saúde comprou cloroquina apenas para o tratamento da malária. 

Questionado pelo senador Renan Calheiros sobre a indicação do suposto tratamento precoce contra a Covid-19, Elcio Franco afirmou que durante a gestão de Pazuello o Ministério da Saúde não recomendou o tratamento precoce e sim o diagnóstico precoce da doença. 

Contrariando o depoimento de Elcio Franco, o senador Renan Calheiros exibiu um vídeo de dezembro do ano passado no qual, após ser questionado sobre as recomendações para as festas de final de ano, o então secretário-executivo do Ministério da Saúde defendia o suposto tratamento precoce e afirmava que o isolamento social era ineficaz.

A compra de vacinas contra a Covid-19 foi um dos temas centrais do depoimento do ex-secretário executivo do Ministério da Saúde. 

Contrariando o depoimento do diretor do Instituto Butantan, o ex-secretário Elcio Franco afirmou que as negociações para a compra da Coronavac nunca foram suspensas e que o contrato para AstraZeneca foi assinado ainda em 2020 porque houve encomenda de tecnologia para a Fiocruz.

Sobre a Pfizer, Elcio Franco negou ao senador Renan Calheiros que houve incompetência do Ministério da Saúde para a compra de doses. O ex-secretário reclamou dos insistentes envios de e-mails da Pfizer e afirmou que o presidente da empresa poderia ter telefonado.

Sobre a compra de doses de vacinas para apenas 10% da população por meio do consórcio Covax Facility, Elcio Franco afirmou que a decisão foi tomada porque havia a expectativa de recebimento de 256 milhões de doses da AstraZeneca e da Coronavac em 2021.

Nesta quinta-feira (10), o governador do Amazonas, Wilson Lima, deve depor na CPI da Pandemia.

 

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Deixe o seu comentário

* campos obrigatórios.

Espaço Cidadão