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Por Luiz Felipe Leite

Força tarefa universitária vai estudar possíveis causas do rompimento da barragem em Brumadinho

Um grupo de especialistas esteve nesta semana em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com o objetivo de fazer um reconhecimento dos processos que resultaram no rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale, ocorrido na tarde da última sexta-feira.

O rompimento resultou na morte e desaparecimento de centenas de pessoas, entre funcionários da empresa e moradores próximos da barragem.

A equipe de especialistas faz parte do Cenacid (Centro de Apoio Científico em Desastres), da Universidade Federal do Paraná. Um dos objetivos principais do grupo é analisar os mecanismos e consequências do fluxo da lama-rejeito, além de sugerir medidas para evitar novos casos parecidos.

O geólogo, professor do Instituto de Geociências da Unicamp e especialista em escorregamento e fluxo de detritos, Jefferson Picanço, faz parte do grupo. Ele já analisou outros desastres anteriormente, mas o caso de Brumadinho foi bem impactante.

Ainda segundo o professor Picanço, o grupo percorreu o Córrego do Feijão, atingido por vários fluxos de lama. Um relatório preliminar vai ser entregue às autoridades responsáveis pelo caso.

O especialista em recursos hídricos e águas subterrâneas da Unesp em Tupã, Rodrigo Lilla Manzione, não esteve junto do grupo, mas também analisou o caso. Segundo ele, via Podcast Unesp, a tragédia é algo que, infelizmente, se repetiu.

Para a ONU (Organização das Nações Unidas), o rompimento de Brumadinho deve ser investigado como um crime.

Imagem: EBC

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