Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Luiz Felipe Leite

Hospital PUC-Campinas começa a imunizar voluntários dos testes da vacina da Johnson & Johnson 

A vacinação dos voluntários que participaram da terceira fase do estudo da vacina Ad26.COV2.S, produzida pela farmacêutica Johnson & Johnson contra o novo coronavírus, feito no Hospital PUC-Campinas começou nesta sexta-feira (12). Mais de 400 pessoas participaram da pesquisa, realizada no ano passado.

Segundo a direção do Centro de Pesquisa do Hospital PUC-Campinas, os voluntários que participaram do estudo têm em contrapartida a vacina garantida. Ou seja, os que receberam o placebo, que é o material sem o vírus, vão ganhar o imunizante, com dose única. Os primeiros a serem chamados são os que têm mais de 60 anos de idade. A quantidade de voluntários que deverão receber a vacina não foi divulgada.

O imunizante, que ainda não possui autorização pra ser aplicado no Brasil ao público em geral, funciona de uma forma parecida com a vacina Oxford/Astrazeneca. Quem explicou isso foi o médico e diretor do Centro de Pesquisa do Hospital PUC-Campinas, Danilo Villagelin, que também comentou sobre a importância da estrutura da unidade.

Ainda segundo o médico, um estudo aprovado pelo FDA, o órgão responsável pela aprovação das vacinas nos Estados Unidos, levou em conta a variante sul-africana da Covid-19, atualmente em circulação no Brasil. A vacina estudada no Hospital PUC-Campinas é eficaz contra ela. Danilo Vilagelin também comentou sobre as taxas de eficácia do imunizante em casos graves do vírus, além do tempo necessário pro vacinado estar seguro em relação à Covid-19.

A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, é a responsável por autorizar ou não o uso de qualquer vacina no Brasil. A agência informou que, até o fechamento desta reportagem, não tinha recebido nenhum pedido de registro de uso emergencial, ou definitivo, da vacina produzida pela farmacêutica Johnson & Johnson.

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