Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Luiz Felipe Leite

Idosos de SP com mais de 85 anos começam a ser vacinados contra a Covid-19 em fevereiro

O Governo de São Paulo informou no começo da tarde desta sexta-feira (29) que os idosos com mais de 90 anos de idade vão começar a ser vacinados contra a Covid-19 no Estado a partir de 8 de fevereiro. Já os homens e mulheres entre 85 e 90 anos poderão ser imunizados a partir de 15 de fevereiro. As informações foram divulgadas em uma coletiva de imprensa, realizada no Palácio dos Bandeirantes, na Capital Paulista.

A nova etapa da vacinação contra o novo coronavírus em São Paulo só será possível com a entrega do novo lote de 1,8 milhão de doses da CoronaVac pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde e a chegada de mais 5.400 litros de insumo vindos da China, prevista pra a próxima quarta-feira (3). 

De acordo com o médico e coordenador do Centro de Contingência Paulista contra a Covid-19, Paulo Menezes, os idosos estão mais suscetíveis a desenvolver quadros graves da doença. Em São Paulo poderão ser vacinadas, nesta nova etapa da campanha, 514 mil pessoas. Elas deverão se cadastrar pela internet.

Ainda na coletiva de imprensa, o diretor presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que um contrato será assinado com representantes do Ministério da Saúde pra compra de mais 54 milhões de doses da CoronaVac. Isso aconteceu após pressão de vários governadores e prefeitos, que ameaçaram comprar os imunizantes por conta própria se não houvesse uma reação do Governo Federal.

Também foram anunciadas na coletiva de imprensa uma nova reclassificação do Plano SP, que regulamenta as atividades não essenciais no Estado durante a pandemia da Covid-19, com o avanço das regiões de Presidente Prudente e Sorocaba da Fase Vermelha pra Laranja e a regressão da região de Ribeirão Preto da Laranja pra Vermelha. E também que o Governo de São Paulo vai cancelar o feriado e o ponto facultativo dos dias de Carnaval neste ano, previsto pros dias 15, 16 e 17 de fevereiro. O objetivo da medida é impedir uma piora ainda maior da pandemia do novo coronavírus.

Questionado pela reportagem da Rádio Brasil, o Ministério da Saúde, por meio de nota, não se posicionou sobre as declarações do diretor presidente do Instituto Butantan em relação à nova compra das doses da CoronaVac.

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