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Por Luiz Felipe Leite

Impasse político em Paulínia continua: quem é o prefeito?

A crise política persiste em Paulínia. Depois da cassação do prefeito Dixon Carvalho (Progressistas) e do vice Sandro Caprino (PRB) no ano passado, a disputa pelo comando do Poder Executivo Municipal ficou restrita a duas pessoas: o atual prefeito interino, Du Cazellato (PSDB) e o presidente da Câmara Municipal, Antônio Miguel Ferrari, o Loira (DC).

O episódio mais recente da briga foi na última segunda-feira, quando o Ministério Público recomendou que a Câmara anulasse a posse de Loira como prefeito. O MP também recomendou que todos os atos, procedimentos e decisões tomadas pelo vereador como chefe do Executivo municipal devem ser anulados. O argumento é que não pode ter uma nova troca de cargo de prefeito interino.

O atual prefeito interino, Du Cazellato (PSDB)|, foi empossado em novembro do ano passado após a Justiça cassar os mandatos de Dixon e Sandro. Du Cazellato, na época, era presidente da Câmara.

Um mês depois a Câmara escolheu Loira para presidir o Legislativo a partir do dia 1º de janeiro de 2019. No começo deste ano a casa empossou o novo presidente como prefeito interino de Paulínia, mas Du Cazellato se recusou a transmitir o cargo sem uma nova decisão judicial.

Segundo o filósofo político e professor de Ética e Filosofia Política na Universidade Mackenzie, Gerson Leite de Moraes, a avaliação do MP sobre o caso está correta.

Para o sociólogo e professor da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-Campinas, Vitor Barletta Machado, o impasse político deixa o Poder Público imobilizado e quem sai prejudicado no fim é a população de Paulínia.

O vereador Loira afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que espera ser empossado prefeito interino de Paulínia. Já Du Cazellato informou que confia na Justiça.

Imagem: Prefeitura de Paulínia

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