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Por Elias Aredes

Inflação não dá trégua no Brasil e intriga especialistas

O fantasma da inflação não deixa de atormentar o consumidor brasileiro. A taxa calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, acelerou de 0,87% em agosto para 1,16% em setembro.

Os dados foram divulgados na semana passada no dia 08 de outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a maior taxa para um mês de setembro desde o início do Plano Real, em 1994, quando o índice foi de 1,53%.

Com o resultado, a inflação no acumulado em 12 meses chegou a 10,25%, o que não ocorria há mais de cinco anos. Trata-se também da maior taxa anual desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%.

Na visão do economista Antonio Wellington, vice presidente de Marketing e Ações Comerciais do Instituto Brasileiro de Executvos de Finanças em Campinas, a análise precisa ser feita de modo ponderado e sem esquecer o cenário complexo que gerou este espiral inflacionário.

Segundo ele, por enquanto, não há formula mágica para deixar os indices de inflação em patamar aceitável.

O quadro, segundo Antonio Wellington, não pode fazer o Governo Federal ficar inerte e sem iniciativa. Pelo contrário.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Reportagem Elias Aredes (fotos de Marcos Santos-USP Imagens)

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