Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Elias Aredes

Inflação produz preocupação para economistas e apreensão na sociedade

A evolução dos índices inflacionários não sai da pauta dos economistas. Um tema que traz apreensão aos trabalhadores, cada vez mais aflitos para fecharem as contas no final do mês.

Os números assustam. Após a divulgação do percentual de 0,87% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês de agosto, a inflação oficial do país chegou a 9,68% nos últimos 12 meses

Ou seja, de acordo com os dados coletados pelo IBGE, o Brasil poderá fechar o ano com um índice de dois dígitos. A última vez que o Brasil teve uma inflação de dois dígitos foi em 2015, quando o resultado fechou em 10,67%.

Dessa vez será difícil escapar do patamar elevado, pois entre as 16 regiões metropolitanas pesquisadas, oito apresentaram taxas acumuladas em 12 meses superiores a 10%.

De acordo com Marco Rocha, economista, professor e integrante do Instituto de Economia da Unicamp, alguns motivos explicam o resultado e na sua visão será dificil o Governo Federal evitar a inflação de dois dígitos no final do ano.

Na visão do professor Izaias de Carvalho Borges, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da Puc-Campinas, é impossível ignorar a participação do atual Governo Federal na formação do quadro delicado.

E quem trabalha para sustentar uma familia? Na visão do coordenador regional de Campinas da Força Sindical, Paulo Ritz, os trabalhadores de menor renda são os que mais sofrem. E pior: na sua análise não há solução de curto prazo.

Residente em Campinas, o eletricitário Carlos Fábio, integrante da direção estadual da Central Única dos Trabalhadores em Campinas, a inflação afeta de modo mais severo principalmente que está submetido ao trabalho precário e sem qualquer garantia ou direito.

Os principais vilões para a explosão do indice inflacionário são a gasolina, que teve alta acumulada de 39,09%, o etanol que teve aumento 62,26%, o gás de botijão com 31,70% de reajuste e a energia elétrica residencial, que ficou 21,08% mais cara em um ano.

Reportagem Elias Aredes Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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