Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Celina Silveira

Início das aulas semipresenciais se aproxima sem imunização dos profissionais de Educação

Há pouco mais de dois meses para o início do ano letivo de 2021, os profissionais da Educação ainda não sabem quando serão imunizados contra a Covid-19.

No Plano divulgado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (11), os mais de dois milhões de professores de ensino básico e superior entrariam na quarta fase da campanha, no entanto, a data da aplicação da vacina não foi divulgada. 

No plano do Estado de São Paulo a imunização dos professores não é mencionada, diferentemente do que o governador João Dória garantiu em entrevista exclusiva para a Rádio Brasil Campinas no dia 20 de outubro.

“Professores e todos os agentes escolares que atuam no setor das escolas públicas, municipais e estaduais, e também das escolas privadas estão dentro do grupo prioritário”. 

Para Dora Megid, coordenadora do programa de pós-graduação em Educação da PUC Campinas, a imunização é essencial principalmente na Educação Infantil, onde professores e alunos têm mais contato. A ausência dos profissionais de Educação no plano de imunização deixa a categoria em segundo plano, afirma Megid.

“Então, quando se ventilou que o profissional da Educação teria a vacinação em sintonia com o profissional da Saúde isso traria algum benefício e tranquilidade para que as escolas pudessem voltar a funcionar. Agora com esses desmandos, vai e vem e com essa falta de atenção para a Educação como tem sido feita em diferentes dimensões, deixa mais uma vez a escola como um espaço de segunda categoria e o professor como um profissional que não merece a atenção devida”.

Sem perspectiva de quando serão vacinados, os profissionais de Educação também se preocupam se as escolas vão ter a estrutura necessária para receber os alunos com segurança, como afirma a professora de Educação Infantil, Cláudia Foga.

“É muito complicado porque nós temos uma ideia de como nós vamos retornar, mas a gente não sabe como vai ser. Tem escola pública que não tinha sabonete para lavar as mãos, então eu me preocupo com isso: se as Prefeituras, o estado vai preparar, se vai ter todos esses equipamentos, todos esses materiais para a gente poder atender as crianças, né?”  

Em Campinas, o retorno das aulas presenciais tanto nas escolas particulares, municipais e estaduais devem respeitar protocolos de segurança elaborados pela Vigilância Sanitária, como o limite de alunos nas unidades, o distanciamento físico e higiene constante dos ambientes. 

Deixe o seu comentário

* campos obrigatórios.

Musical Brasil