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Por Thais Laurentis

Lula se pronuncia pela primeira vez após anulação das condenações da Lava Jato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, na primeira declaração dada depois de ter suas condenações relacionadas à Lava Jato anuladas.

 

Lula concedeu uma entrevista na manhã desta quarta-feira para comentar a decisão tomada por Fachin.

“Anteontem foi um dia gratificante. Eu sou agradecido ao ministro, sabe, Fachin. Porque ele cumpriu uma coisa que a gente reivindicava desde 2016. A decisão que ele tomou, tardiamente, cinco anos depois, ela foi colocada por nós desde 2016. A gente cansou de dizer, a inclusão do Lula e a inclusão da Petrobras na vida do Lula como criminoso era a razão pela qual a quadrilha de procuradores da Lava Jato, não o Ministério Público, a quadrilha de procuradores da força-tarefa e o Moro entendiam que a única forma de me pegar era me levar para a Lava Jato. Porque eu já tinha sido liberado em vários outros processos fora da Lava Jato, mas eles tinham como obsessão porque eles queriam criar um partido político para tentar me criminalizar.”

 

Lula também afirmou que foi vítima da maior mentira jurídica contada em 500 de história do Brasil.

 

“Eu sei que fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história”.

 

O ex-presidente aproveitou a coletiva para criticar o atual governo do presidente Jair Bolsonaro.

 

“Esse país está totalmente desordenado e desagregado porque não tem governo. Vou repetir: esse país não tem governo, esse país não cuida da economia, esse país não cuida do emprego, do salário, da saúde, do meio ambiente, da educação, do jovem, da meninada da periferia. Ou seja, do que eles cuidam?”

 

“Esse país não tem governo, esse país não tem ministro da saúde, esse país não tem ministro da economia, esse país tem um fanfarrão, um fanfarrão, um presidente que por não saber de nada diz ‘é tudo por conta do Guedes’. Enquanto isso, o país está empobrecido, o PIB caiu, a massa salarial caiu, o comércio está enfraquecido, o comércio varejista caiu, a produção de comida das pessoas está ficando insustentável. E o presidente não se preocupa com isso.”

 

Com a decisão de Fachin, Lula está livre para disputar eleições. Outra análise no STF envolve a suspeição do então juiz Moro. Gilmar Mendes puxou a análise na 2ª turma e, no seu voto, atacou o ex-ministro e procuradores integrantes da força-tarefa da Lava Jato. A votação foi suspensa ontem.

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