Rádio Brasil Campinas | AM 1270

Por Luiz Felipe Leite

Mais de 1,5 mil obras públicas estão paralisadas ou atrasadas no Estado de São Paulo; valor chega a quase R$ 50 bilhões

O TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) divulgou na última segunda-feira (5) um levantamento das obras e outras ações do Poder Público paralisadas ou atrasadas no Estado de São Paulo. São 1.591 iniciativas no valor de, aproximadamente, R$ 49,5 bilhões.

Os casos pesquisados pelo TCE são de responsabilidade dos municípios e Governo do Estado. Do total, 268 são de responsabilidade do Governo Paulista e que possuem um valor médio de mais de R$ 46 bilhões. A base de dados da pesquisa usou informações atualizadas até o dia 30 de junho.

Em Campinas, por exemplo, foram apontadas cinco obras ou ações em atraso ou paralisadas. Uma delas é a contratação de uma empresa especializada para fornecimento de materiais, equipamentos e mão de obra para a reforma do laboratório de nutrição do Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), ligado à Unicamp. O valor previsto neste serviço é de, aproximadamente R$ 345 mil, e ele está paralisado desde abril deste ano.

Outro caso, também na Unicamp, é da reforma do abrigo de resíduos sólidos do Hemocentro da instituição, em atraso desde junho e orçado em mais de R$ 100 mil.

Segundo o secretário-diretor geral do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Sérgio Ciquera Rossi, o impacto desta situação é muito significativo para a população.

Para o filósofo político e professor de Ética e Filosofia Política na Universidade Mackenzie de Campinas, Gerson Leite de Moraes, os casos divulgados pelo TCE são um descaso com a sociedade paulista.

O Governo do Estado, por meio da assessoria de imprensa, informou que nenhuma das obras citadas foi iniciada ou paralisada na atual gestão e que todas as medidas para a retomada e finalização estão em andamento.

O Governo do Estado também se posicionou sobre os dois casos de Campinas citados na reportagem. Os dois processos estão em fase de rescisão contratual por inoperância das empresas responsáveis

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