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Por Luiz Felipe Leite

Médicos comentam orientação pra adoção de três meses do prazo entre as doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19

A vacina da Pfizer contra a Covid-19, que começou a ser distribuída e aplicada em todo o Brasil nesta semana, vai ter um intervalo de três meses pra aplicação da primeira e a segunda dose. A recomendação é do Ministério da Saúde, com base no modelo aplicado no Reino Unido, primeiro local do mundo a usar a vacina na população.

Especialistas ouvidos pela Rádio Brasil nesta terça-feira (4) se dividiram sobre o tema. Pra alguns trata-se de um novo erro do Governo Federal, pois a recomendação expressa na bula do produto é de um prazo de 21 dias entre a primeira e a segunda dose da vacina. Já outros especialistas defendem a estratégia do Ministério da Saúde, pois com ela é possível vacinar o maior número possível de pessoas em um prazo menor.

A justificativa do Governo Federal pelo intervalo de 12 semanas entre uma aplicação e outra da vacina da Pfizer é o acompanhamento de estudos feitos em Israel, nos Estados Unidos e no Reino Unido, que apontaram mais de 80% de efetividade do imunizante contra o novo coronavírus depois da primeira dose.

Segundo a médica infectologista, professora da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Raquel Stucchi, o Governo Federal deveria respeitar as orientações dos fabricantes das vacinas quanto aos prazos de aplicação dos imunizantes. No entanto, ela explicou, também, que cada produto possui uma especificação única. Portanto, não é adequado aplicar uma norma geral.

Já na avaliação do médico e presidente da Federação Médica Brasileira, Casemiro Reis,  o controle da pandemia da Covid-19 no Brasil só poderá acontecer com, pelo menos, 60% da população imunizada contra o vírus. E que, por isso, é importante vacinar o maior número de pessoas no menor tempo possível.

Imagem: EBC

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