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Por Luiz Felipe Leite

Mesmo com mais casos de Covid-19, Governo do Estado avalia que retomada está sendo feita de forma adequada

Os integrantes do Centro de Contingência contra o novo coronavírus no Estado de São Paulo foram questionados se a reabertura, com limitações, de alguns setores considerados não essenciais é prematura. Isso por causa do elevado número de casos e de mortes por Covid-19 no Estado mais populoso do Brasil.

Na avaliação da equipe do Governo de São Paulo, a retomada está sendo feita de forma adequada. As informações foram divulgadas no começo da tarde desta terça-feira (2), em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo Paulista.

O Plano São Paulo começou na última segunda-feira (1) uma retomada gradual das atividades controlada por cinco fases. Cada região do Estado poderá avançar ou retroceder de fase dependendo de alguns fatores, como a taxa de ocupação de leitos de UTI e o aumento do número de casos de coronavírus. Até o momento existem regiões nas fases vermelha, laranja e amarela, que são as três primeiras, com 118.295 casos e 7.994 mortes por Covid-19 em todo o Estado.

Durante a coletiva de imprensa os integrantes da equipe do Governo de São Paulo foram questionados sobre duas pesquisas: uma da Fiocruz, de que a região sudeste do Brasil está entrando numa fase mais aguda da pandemia. A outra é da Associação Paulista de Medicina, de que quase 90% dos médicos acreditam que o pior ainda está por vir.

Segundo o médico e secretário-executivo do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, os indicadores justificam o começo da retomada. Um deles é o número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave. “E ele pode ser um indicador que se estiver aumentando desproporcionalmente a uma velocidade maior do que na semana anterior, ou apontar pra uma incapacidade na assistência por redução na oferta de leitos, as medidas de distanciamento deverão ser fortalecidas, reforçadas. É um dos critérios que deve ser considerado”, pontuou.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, o Plano São Paulo está sendo conduzido da maneira adequada. “Nós entendemos que existe um sistema objetivo, que demonstra qual a deficiência daquela região, e portanto o trabalho necessário pra que a população tenha segurança em um processo de retomada consciente. Todos nós queremos que o Estado de São Paulo possa evoluir e possa cada vez mais ir avançando nessa retomada consciente”, afirmou.

Na mesma coletiva de imprensa foi anunciada a intenção de aumentar em 1,6 mil o número de leitos de UTI SUS no Estado em junho. Isto, no entanto, vai depender da contratação de mais médicos e da compra de mais respiradores mecânicos.

Imagem: Governo do Estado de São Paulo

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