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Por Celina Silveira

Ministério da Saúde vai aguardar aprovação de imunizante para divulgar plano de vacinação contra Covid-19; infectologista comenta a decisão

Nesta terça-feira (01) o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que um plano de vacinação contra a Covid-19 vai ser finalizado depois que a Anvisa aprovar um imunizante contra o novo coronavírus.

Para comentar sobre o assunto, convidamos o infectologista e professor da PUC-Campinas, Dr. André Giglio.

Rádio Brasil – Professor, por que um plano de vacinação contra a Covid-19 é importante?

Dr. André Giglio – Bom, é essencial a gente ter um plano para a vacinação primeiro porque tem que ficar muito claro para a população que nem todo mundo vai receber a vacina tão logo elas sejam aprovadas. Então, o ideal é que tenha um plano o quanto antes e que deixe isso claro porque a gente tem visto que vai se criando um entusiasmo grande com essas notícias bastante animadoras sobre a eficácia das vacinas e isso pode, eventualmente, levar as pessoas até a relaxarem um pouco com as medidas de prevenção. Além, é claro, da questão logística, né? Porque a gente precisa ter esse plano muito claro, muito bem desenhado para os locais de prepararem.

RB – Como infectologista, quem o senhor acredita que deve ser vacinado primeiro contra a Covid-19?

AG – Tem sido bastante discutido e aparentemente tem um certo consenso de duas populações que deveriam receber as doses inicialmente. O grupo de pessoas mais vulneráveis que tendem a apresentar quadros mais graves caso adoeçam e aí entram, sobretudo, os idosos e, obviamente, várias outras condições que possam afetar a resposta imunológica ou a resposta ao vírus e ter uma doença mais grave. E também grupos de pessoas mais expostas. Aí entram, essencialmente, profissionais de Saúde.

RB – Dr. Giglio, para finalizar, a decisão do Ministério da Saúde de aguardar a aprovação de um imunizantes para então criar o plano de vacinação pode prejudicar os brasileiros?

AG – A gente não teve uma justificativa clara para essa escolha. Eu acho que o quanto antes a gente tiver acesso a essas informações, saber exatamente quais serão os grupos prioritários, se a estrutura brasileira já está montada, se a gente a logística para a distribuição rápida de um  grande número de doses para o país inteiro. Então, o quanto antes a gente tiver acesso a essas informações seria melhor.

Esta foi a conversa com o infectologista e professor da PUC-Campinas, Dr. André Giglio.  

 

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