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Por Elias Aredes

Nível de emprego registra queda na Região Metropolitana de Campinas

A geração de postos de trabalho na Região Metropolitana de Campinas ligou o sinal de alerta. Dados divulgados pela Associação Comercial e Industrial de Campinas mostram que em março deste ano a quantidade de admissões teve uma queda de 5,08% quando é feita a comparação com aquilo que foi apurado em março de 2021.

As únicas atividades econômicas que cresceram no número de admissões foram os setores de Serviços e a Agropecuária. O setor de serviços teve um acréscimo de 95,5% nas admissões. Já a agropecuária registrou 49,4% de crescimento. Por outro lado, a Construção Civil teve um recuo de 86,99% na quantidade de postos de trabalho gerados. Na Indústria, o pessimismo também prevaleceu, com queda de 76,7% no nível de emprego. Os dados são do Novo Cadastro de Empregados e Desempregados do Governo Federal.

Para o diretor da ACIC, o economista Laerte Martins alguns aspectos não podem ser ignorados e que foram decisivos para a construção do resultado. Ele cita a queda de renda do consumidor, o que indiretamente prejudica diversos setores da economia, e o prolongamento da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Já para o economista e professor da Faccamp, José Augusto Ruas, é preciso entender o quadro excepcional gerado pela pandemia do novo Coronavirus.

Na sua visão, o desempenho discrepante apurado entre os diversos setores presentes na Região Metropolitana de Campinas tem uma série de explicações e justificativas.

Na comparação com fevereiro de 2022, na Região Metropolitana de Campinas, todas as atividades econômicas apresentaram queda na geração de postos de trabalho. Em fevereiro, a soma das contratações chegou a 8.521 vagas. Em março, a quantidade ficou em 5.106. A redução foi de 40,08%.

Reportagem: Elias Aredes

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