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Por Celina Silveira

No pior momento da crise da Covid-19, Campinas completa 1 ano de pandemia

No próximo sábado, 13 de março, Campinas completa 1 ano desde o primeiro registro de Covid-19 na cidade.

O primeiro caso confirmado em Campinas foi o de uma estudante que tem residência na capital paulista, mas que frequentava o curso de medicina em uma universidade particular da cidade. 

O primeiro óbito pela doença, em Campinas, foi confirmado 17 dias depois, em 30 de março de 2020. A vítima era um idoso de 86 anos que tinha comorbidades e morava em uma casa de repouso.

Para tentar conter o avanço da pandemia, o governo de São Paulo criou, ainda em março, o Centro de Contingência da Covid-19 que, observando indicadores de casos da doença, internações e óbitos, impõe medidas mais ou menos restritivas para o comércio e a circulação dos habitantes dos 645 municípios do estado.

No último dia 11, exatamente 1 ano após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a pandemia da Covid-19, o Centro de Contingência anunciou a fase mais restritiva do Plano SP, a Fase Emergencial, e impôs, pela primeira vez desde o início da pandemia, o toque de recolher.

Para o infectologista do Hospital da PUC Campinas, André Giglio Bueno, no primeiro ano da pandemia, a condução do governo federal foi a pior possível. 

Segundo ele, o negacionismo, as informações falsas sobre supostos tratamentos precoces, maus exemplos, como a falta de uso da máscara de proteção e aglomerações, além da ineficiência para comprar e aplicar vacinas, trouxeram o país para a situação atual, na qual é alto o risco de colapso no sistema de saúde.

O atual secretário de Saúde de Campinas, Lair Zambon, afirma que após um ano de pandemia, além da falta de leitos de UTI para pacientes com Covid-19, há também o risco que pacientes com outras doenças não possam ser atendidos. 

Para o prefeito Dário Saadi (Republicanos) , é importante observar a evolução da pandemia também do ponto de vista comportamental. Segundo Saadi, parte da população mantém hábitos irresponsáveis no pior momento da crise sanitária. 

O boletim epidemiológico atualizado pela Secretaria de Saúde de Campinas na tarde desta sexta-feira (12), aponta que, desde o início da pandemia, Campinas confirmou 73.912 casos de Covid-19 e 1.997 vítimas da doença.

No SUS Municipal, todas as 120 vagas de UTI, incluindo as exclusivas para gestantes, estão ocupadas. A rede pública de saúde tem, até a publicação desta reportagem, uma vaga disponível no SUS Estadual e a rede particular de saúde ainda tem 17 vagas livres. 

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