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29 de outubro é o Dia Mundial da Psoríase – Dra Lara Fileti Arruda – Dermatologista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu – Alergista e imunologista

29 de outubro é o Dia Mundial da Psoríase – Dra Lara Fileti Arruda – Dermatologista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu  – Alergista e imunologista

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Dra Lara Fileti Arruda - Dermatologista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu  - Alergista e imunologista - RQE 144868

Dia Mundial da Psoríase, uma data que visa aumentar a conscientização sobre essa condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Um convite a refletir sobre os impactos físicos, emocionais e sociais que a doença pode ter na vida dos pacientes.

A psoríase é uma doença crônica, inflamatória e não contagiosa, que afeta principalmente a pele, as unhas e as articulações. Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra e, muitas vezes, melhoram por um período, mas voltam a aparecer depois.

Um estudo recente com dados do SUS, referentes ao período de 2014 a 2024, identificou 54.950 pacientes com registros de psoríase (os dados representam pessoas identificadas no sistema público de saúde e não a prevalência real da doença em toda a população brasileira). A estimativa mundial dos órgãos de saúde é que cerca de 2% da população do planeta tenha a doença, o que corresponde a quase 5 milhões de brasileiros com psoríase.

Pode-se controlar a doença, mas não existe cura para a psoríase. Sempre haverá chance de a doença voltar, devido à diversidade de fatores que podem desencadear as crises.

Podem piorar o quadro de psoríase o consumo de bebidas alcoólicas; estresse físico ou psicológico; alterações do humor, provocadas por ansiedade ou depressão; fumar, especialmente para mulheres; certas medicações como corticosteróides por via oral ou injetáveis e anti-inflamatórios, entre outros; trauma direto sobre a pele e climas frios onde há menos radiação ultravioleta.

Alguns anti-hipertensivos, como os beta-bloqueadores, e anti-inflamatórios não-hormonais podem desencadear crises. Assim como os corticóides sistêmicos, via oral ou intramuscular, que também podem desencadear rebotes e causar o agravamento da doença.

Não é regra, mas, pode haver dor nas lesões, principalmente nos pacientes com fissuras (rachaduras) na palma das mãos e na planta dos pés.

Os raios ultravioleta, o clima tropical e atividades que reduzem o estresse, como relaxamento, psicoterapia e meditação, podem amenizar os sintomas da doença.

CG
Escrito por Camilla Godoy

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