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Bancários da Caixa ampliam greve para 97% das agências da região de Campinas e protestam no Centro

Bancários da Caixa ampliam greve para 97% das agências da região de Campinas e protestam no Centro

Da Redação, Campinas, SP.

16/09/2026 * 15H03

A paralisação dos empregados da Caixa Econômica Federal ganhou força na Região Metropolitana de Campinas e atinge 97% das unidades da rede na base territorial representada pelo Sindicato dos Bancários. Nesta quarta-feira, 16 de setembro, os trabalhadores realizaram uma nova manifestação em frente à agência localizada na Rua Francisco Glicério, na área central de Campinas, para pressionar a direção da estatal em meio às negociações da Campanha Nacional da categoria.

O movimento atinge postos de atendimento espalhados por 37 municípios da região, onde os serviços ao público seguem suspensos desde a última quinta-feira, 10 de setembro. A principal insatisfação do funcionalismo envolve o reajuste salarial e a recomposição do modelo de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica do banco cujas taxas e mensalidades vêm pesando sobre o orçamento das famílias dos bancários.

Impasse sobre custeio da saúde e negociações

A manifestação no Centro de Campinas coincidiu com o reinício da mesa de negociação entre a direção da Caixa e o Comando Nacional dos Bancários em Brasília. As propostas apresentadas pela empresa pública até o momento foram rejeitadas duas vezes em assembleias da categoria.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, Lourival Rodrigues, destaca que o índice expressivo de adesão reflete o descontentamento generalizado dos empregados com o rumo das conversas, sobretudo no tocante à elevação das despesas cobradas dos titulares e dependentes do plano de saúde. Para a representação dos trabalhadores, a paralisação do atendimento nas agências reforça a urgência de uma reformulação nas propostas patronais durante as reuniões com os negociadores do banco.

Garantia provisória de direitos e mobilização

No âmbito das conversas da Campanha Nacional, a representação dos bancários obteve o compromisso da direção da Caixa de manter a vigência das cláusulas sociais e econômicas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho e no Acordo Coletivo de Trabalho, princípio conhecido como ultratividade. O banco assegurou a manutenção dos direitos vigentes até o encerramento do processo negociado, sem fixar um limite temporal prévio para o término do entendimento.

O diretor do sindicato Marcelo Lopes ressalta que a greve continuará por tempo indeterminado enquanto as reivindicações do funcionalismo não receberem um retorno objetivo por parte da instituição financeira. Para evitar ruídos durante o movimento, a entidade orienta os trabalhadores a acompanharem as atualizações e decisões da mobilização exclusivamente por meio dos boletins e redes oficiais do sindicato.

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