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Caí no golpe do Pix, e agora?” Filipe Portela – advogado e professor de Direito da UNIASSELVI

Caí no golpe do Pix, e agora?” Filipe Portela – advogado e professor de Direito da UNIASSELVI

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Todo consumidor que aproveita as promoções do Dia do Cliente (15 de setembro) para fazer compras online precisa reforçar a atenção com as finanças digitais. O aquecimento do comércio eletrônico vem acompanhado de um salto nas tentativas de fraudes e abordagens de engenharia social. Para orientar a população e promover a cidadania digital, a UNIASSELVI preparou um guia prático sobre como prevenir e agir diante dos novos golpes envolvendo o Pix.

Aponta que o avanço dos pagamentos instantâneos exige novos hábitos de segurança no dia a dia. “Com o avanço do Pix e dos pagamentos digitais, o consumidor precisa redobrar os cuidados com a segurança das suas informações. É importante conferir o nome do destinatário antes de realizar qualquer transferência, não compartilhar senhas, códigos ou dados bancários e desconfiar de links, mensagens e contatos suspeitos. Também é fundamental manter os aplicativos e dispositivos atualizados e utilizar os mecanismos de segurança oferecidos pelos bancos

Golpes com Inteligência Artificial - A evolução tecnológica trouxe camadas extras de sofisticação para os crimes virtuais. Recursos como deepfakes e clonagem de voz permitem que golpistas simulem conversas reais com alta precisão.

“A inteligência artificial permite reproduzir a voz, a imagem e até a forma de falar de uma pessoa. Com isso, o criminoso pode se passar por um familiar, amigo, funcionário de banco ou até mesmo por uma autoridade. Por isso, atualmente não basta confiar apenas na voz ou na imagem: é necessário confirmar a identidade por outro meio antes de realizar qualquer pagamento”

Principais fraudes em circulação - Entre as abordagens mais frequentes no comércio eletrônico e nas redes sociais estão:

Falso funcionário de banco: ligações ou mensagens que simulam centrais de atendimento para solicitar dados ou confirmações de transações;

Golpe do Pix enviado por engano: criminosos alegam transferência incorreta e pedem o estorno para uma conta diversa; falsas ofertas e QR Codes adulterados: anúncios patrocinados em redes sociais que direcionam a páginas clonadas ou geram pagamentos para terceiros;falso parente: mensagens urgentes no WhatsApp pedindo transferências imediatas.

Como agir e canais de recuperação - ao identificar uma fraude, a agilidade do consumidor é vital para tentar reaver o valor pago. A orientação principal é contatar imediatamente o banco e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED) — ferramenta criada pelo Banco Central para bloquear e recuperar valores em transações fraudulentas via Pix.

Além do acionamento bancário, o consumidor deve registrar o Boletim de Ocorrência e guardar todas as provas disponíveis, como comprovantes de transferência, capturas de tela (prints) de conversas, números de telefone, e-mails e links de anúncios falsos.

O especialista recomenda ainda consultar as diretrizes de prevenção à fraude disponibilizadas na página da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) para manter hábitos seguros na navegação digital.

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