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Campanha do Outubro Rosa e a importância da mamografia – Dra. Eveline Kalaf, especialista em Diagnóstico por imagem da RCC

Campanha do Outubro Rosa e a importância da mamografia –  Dra. Eveline Kalaf, especialista em Diagnóstico por imagem da RCC

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Outubro Rosa: RCC realiza Blitz da Saúde com mamografias gratuitas em Campinas

A Radiologia Clínica de Campinas (RCC) realizará uma Blitz da Saúde no dia 18 de outubro, das 8h às 13h, em sua unidade na Av. José de Souza Campos, 840. A ação, que integra a campanha municipal do Outubro Rosa, oferecerá mamografias gratuitas para 250 mulheres acima de 40 anos, além de aferição de pressão arterial, teste de glicemia e entrega dos laudos na hora.

As mulheres interessadas em participar devem entrar em contato com o Disque Saúde 160, canal da Prefeitura de Campinas, para solicitar a inscrição. A triagem e o agendamento das participantes serão realizados exclusivamente pelo município.

As mulheres agendadas deverão comparecer à RCC no dia da ação com RG, CPF, cartão SUS, comprovante de endereço e, se houver, mamografia anterior. Caso seja necessário dar continuidade ao tratamento, a Prefeitura será responsável pelo encaminhamento das pacientes.

Sobre a Radiologia Clínica de Campinas (RCC)
A Radiologia Clínica de Campinas (RCC), fundada em 1980, é referência em diagnóstico por imagem na região. Oferece exames como ressonância magnética, tomografia, mamografia, ultrassonografia, densitometria óssea e radiografia. Focada em precisão, atendimento humanizado e bem-estar dos pacientes, investe em tecnologia avançada e na qualificação da equipe. Para maior conforto, conta com recepções por especialidade e drive-thru para retirada de resultados.

 

O Outubro Rosa já faz parte do calendário de saúde das mulheres. Desde que surgiu nos Estados Unidos, na década de 1990, e chegou ao Brasil em 2002, a campanha ampliou a conscientização sobre o câncer de mama. O desafio, agora, é fazer com que essa informação se transforme em cuidado durante todo o ano.

Na minha rotina, observo que muitas mulheres ainda adiam a mamografia por medo de um resultado positivo, do desconforto, da radiação ou mesmo por dificuldades de acesso. São preocupações compreensíveis, mas que não deveriam impedir a realização de um exame capaz de identificar alterações muito pequenas, antes mesmo que sejam percebidas pelo toque.

É justamente essa possibilidade de encontrar a doença em uma fase inicial que faz da mamografia uma das principais ferramentas para a detecção precoce do câncer de mama. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) destaca que, quanto mais cedo a doença é diagnosticada, maior é o potencial curativo e, em geral, o tratamento pode ser menos agressivo.

Pelas diretrizes médicas do Colégio Brasileiro de Radiologia e da Sociedade Brasileira de Mastologia, recomenda-se que mulheres a partir dos 40 anos realizem mamografia anualmente. Em algumas situações, esse acompanhamento pode começar mais cedo, como nos casos de histórico familiar, determinadas mutações genéticas ou antecedente de radioterapia no tórax. Nesses casos, a estratégia pode ser individualizada e incluir outros métodos de imagem.

Embora ainda exista receio em relação ao exame, a mamografia é rápida. São cerca de três segundos por imagem e, geralmente, quatro imagens no total. A sensibilidade ao procedimento varia de mulher para mulher, mas os equipamentos atuais contam com pás de compressão mais anatômicas e, quando o exame é realizado por profissionais técnicos altamente treinados, o desconforto tende a ser mínimo. Ao longo dos meus 25 anos de atendimento, ouvi de muitas pacientes que o procedimento foi mais tranquilo do que esperavam. A mamografia utiliza radiação ionizante, mas em baixa dose e, quando há indicação, o benefício da detecção precoce geralmente supera o pequeno risco associado à exposição.

A evolução tecnológica trouxe ainda mais recursos para essa investigação. A tomossíntese, conhecida como mamografia 3D, produz imagens em diferentes ângulos e permite analisar a mama em camadas, reduzindo a sobreposição dos tecidos e facilitando a identificação de lesões pequenas, especialmente em mamas densas, com sensibilidade que pode chegar a 90% a 97% nesse grupo e em mulheres na perimenopausa.

 

No fim, toda essa tecnologia tem um propósito: encontrar a doença o mais cedo possível. Uma lesão identificada antes de ser palpável tem maior possibilidade de estar localizada, o que pode ampliar as chances de tratamento com intenção curativa e, em alguns casos, permitir uma abordagem menos agressiva.

Os dados do programa SEER, nos Estados Unidos, ajudam a dimensionar essa diferença. Entre mulheres diagnosticadas com câncer de mama invasivo entre 2015 e 2021, a sobrevida relativa em cinco anos foi superior a 99% para a doença localizada na mama. Esse índice foi de 87% nos casos com disseminação para estruturas ou linfonodos próximos e chegou a 32% diante de metástases à distância. São estatísticas populacionais e não definem o prognóstico individual, mas mostram como o estágio da doença no momento do diagnóstico pode influenciar os resultados.

Por isso, minha mensagem neste Outubro Rosa é simples: conheça o seu corpo, mantenha o acompanhamento de saúde em dia e converse com seu médico sobre quando a mamografia é indicada para você. Nem todo nódulo ou alteração significa câncer, mas qualquer mudança persistente merece avaliação profissional.

Não é preciso esperar sentir alguma coisa para cuidar da saúde das mamas. O Outubro Rosa é um lembrete. O cuidado continua nos outros 11 meses do ano.

 

Sobre a Radiologia Clínica de Campinas (RCC) - A Radiologia Clínica de Campinas (RCC), fundada em 1980, é referência em diagnóstico por imagem na região. Oferece exames como ressonância magnética, tomografia, mamografia, ultrassonografia, densitometria óssea e radiografia. Focada em precisão, atendimento humanizado e bem-estar dos pacientes, investe em tecnologia avançada e na qualificação da equipe. Para maior conforto, conta com recepções por especialidade e drive-thru para retirada de resultados.

CG
Escrito por Camilla Godoy

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