Da Redação, Campinas, SP.
17/09/2026 * 16H46
A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas atualizou nesta quinta-feira, 17 de setembro, o panorama de contágio da dengue na cidade. De acordo com o 38º Alerta Arboviroses de 2026, 29 bairros do município apresentam risco elevado de transmissão da doença. O balanço epidemiológico revela que, entre 1º de janeiro e 14 de setembro deste ano, a rede municipal de saúde registrou 3.951 diagnósticos confirmados da infecção transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
O mapeamento sanitário distribui as áreas críticas por todas as regiões da cidade, com expressiva presença em conjuntos habitacionais e territórios periféricos onde a infraestrutura e a densidade demográfica demandam vigilância constante. As ações de bloqueio e eliminação de focos também abrangem os bairros menores situados no entorno dos pontos catalogados pelo monitoramento.
Distribuição territorial dos bairros em emergência epidemiológica
A classificação de risco elaborada pela vigilância em saúde considerou fatores como o surgimento de novos focos de contágio, o volume de diagnósticos, a densidade de moradores e a dificuldade de acesso dos fiscais a imóveis fechados ou desocupados.
Na Região Sudoeste, a lista de alta transmissão inclui o Jardim Melina 1, DIC 5, DIC 6, Jardim Rosalina, Eldorado dos Carajás e Jardim Santos Dumont II. Na Sul, estão sob alerta o Jardim Fernanda 1 e 2, Jardim Puccamp, Jardim Dom Gilberto e Jardim Columbia. A Região Suleste reúne o Jardim Carlos Lourenço, Jardim New York, Jardim Itatiaia, Jardim Santa Eudoxia e a Vila Orosimbo Maia.
O setor Noroeste contabiliza risco elevado no Jardim Novo Campos Elíseos, Jardim Campos Elíseos, Jardim Anchieta, Jardim Ipiranga e Jardim Paulicéia. Na Região Norte, figuram o Parque Maria Helena, Vila Renascença e Vila Padre Anchieta. Já a Região Leste completa o mapeamento com Alto Taquaral, Parque Taquaral, Chácara Primavera, Santa Cândida e Jardim Myriam Moreira da Costa.
Ações de campo e prevenção nos domicílios
Para tentar conter a proliferação do vetor nas comunidades, agentes de controle ambiental, agentes comunitários de saúde e trabalhadores de uma empresa terceirizada contratada pelo município executam vistorias de porta em porta. O trabalho de campo busca identificar recipientes com água parada, orientar os moradores e aplicar inseticida por meio de nebulização costal nos pontos com contágio ativo.
Entre o início de janeiro e o dia 9 de setembro, as equipes de combate a endemias realizaram 1.226.517 inspeções domiciliares para busca de criadouros e atividades educativas. No mesmo intervalo, os profissionais efetuaram 53.382 intervenções de nebulização nas áreas com circulação do vírus.
A autoridade sanitária destaca que as recomendações de prevenção individual e comunitária devem ser mantidas em todos os bairros da cidade, independentemente de constarem na lista semanal de alto risco. O objetivo do boletim é alertar a população sobre o combate aos focos do inseto e mobilizar os moradores para permitirem o acesso dos agentes de saúde às residências.