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Cientistas descobrem nova estratégia para prevenir doenças gengivais sem eliminar bactérias benéficas – Dr. Carlos Monson, presidente da Comissão Temática de Odontologia Baseada em Evidências do Conselho Regional de Odontologia de SP

Cientistas descobrem nova estratégia para prevenir doenças gengivais sem eliminar bactérias benéficas – Dr. Carlos Monson, presidente da Comissão Temática de Odontologia Baseada em Evidências do Conselho Regional de Odontologia de SP

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Cientistas descobrem nova estratégia para prevenir doenças gengivais sem
eliminar bactérias benéficas.

Estudo abre caminho para futuras terapias capazes de controlar o biofilme prejudicial preservando o equilíbrio do microbioma oral.

Uma pesquisa da Universidade de Minnesota identificou uma nova estratégia para prevenir doenças gengivais sem eliminar as bactérias benéficas da boca. O estudo investigou como os sinais de comunicação entre as bactérias influenciam o microbioma oral e se a interrupção desses sinais poderia impedir o acúmulo do biofilme prejudicial, preservando os microrganismos que contribuem para a saúde bucal.

As bactérias estão em constante adaptação para garantir sua sobrevivência. Esse processo faz com que muitos microrganismos nocivos desenvolvam resistência a antibióticos e desinfetantes, representando um dos principais desafios para a medicina
e a saúde pública. Ao mesmo tempo, grande parte das bactérias presentes no organismo exerce funções essenciais para manter o equilíbrio do corpo, inclusive na cavidade oral.

O presidente da Comissão Temática de Odontologia Baseada em Evidências do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dr. Carlos Alberto Monson, explica que, embora o estudo ainda esteja em fase pré-clínica, seus resultados são promissores e podem abrir caminho para novas abordagens terapêuticas em Odontologia.

 

Causas das doenças gengivais - Segundo Dr. Monson, a principal causa das doenças gengivais é o controle inadequado do biofilme dental, consequência da higiene bucal deficiente. Esse quadro favorece a
degeneração das estruturas dentárias e pode provocar danos irreversíveis aos tecidos periodontais, responsáveis pela sustentação dos dentes.

Como prevenir - "Quanto menos complexo e numeroso for o biofilme dental, menor será sua virulência local e sistêmica. Por isso, manter elevados níveis de higiene oral é fundamental para preservar a saúde bucal e contribuir também para a saúde geral do organismo", afirma.

O impacto da descoberta - Para o presidente da Comissão Temática de Odontologia Baseada em Evidências do CROSP, o estudo representa uma mudança importante de perspectiva no tratamento das doenças periodontais.
"Pela primeira vez, abre-se a possibilidade de desenvolver uma alternativa terapêutica baseada no controle do biofilme disbiótico, em que ocorre um desequilíbrio na composição microbiana, utilizando recursos organizados pela indústria farmacêutica, sem a necessidade de eliminar indiscriminadamente as bactérias benéficas da cavidade oral."

Sobre o CROSP - O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) é uma autarquia federal dotada de personalidade jurídica de direito público, responsável por fiscalizar e supervisionar o exercício ético da Odontologia em todo o Estado de São Paulo. Sua missão é zelar pelo adequado desempenho da profissão, contribuindo para a valorização da Odontologia e para a proteção da sociedade.
Atualmente, o CROSP conta com mais de 175 mil profissionais inscritos. Além dos cirurgiões-dentistas, o Conselho também fiscaliza o exercício profissional e a conduta ética dos Técnicos em Prótese Dentária, Técnicos em Saúde Bucal, Auxiliares em Saúde Bucal e Auxiliares em Prótese Dentária.

CG
Escrito por Camilla Godoy

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