Da Redação, Campinas, SP.
13/10/2026 * 18H48
O mercado de trabalho no estado de São Paulo encerrou o ano de 2025 com 24,7 milhões de pessoas ocupadas, marca que representa o maior contingente de trabalhadores da série histórica iniciada em 2012. Segundo levantamento da Fundação Seade elaborado com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a força de trabalho paulista equivale a 24% de todas as 103 milhões de pessoas ocupadas no país.
Os dados englobam trabalhadores do setor público e privado, com e sem carteira assinada, empregados domésticos, autônomos, informais e microempreendedores individuais. Apesar da forte presença de grandes corporações de tecnologia, publicidade digital e e-commerce que posicionam o estado como responsável por 47,88% do volume nacional de serviços, a absorção da mão de obra ocorre majoritariamente na base da pirâmide econômica.
Pequenos empreendimentos lideram a absorção de mão de obra
Fora do funcionalismo público e do serviço doméstico, o estado contabilizou mais de 21 milhões de trabalhadores vinculados a estabelecimentos comerciais e industriais em 2025. Desse total, os pequenos negócios com menor número de funcionários foram os principais responsáveis por empregar a população, concentrando 41% de todos os postos de trabalho. Já os grandes estabelecimentos responderam por 36% do pessoal ocupado.
O desempenho de setores estratégicos impulsionou a expansão do emprego paulista. Os segmentos de comércio e reparação de veículos lideraram a absorção de mão de obra, atingindo o pico histórico de 4,49 milhões de ocupados. Em seguida, as áreas de informação, comunicação, finanças e serviços profissionais somaram 4,35 milhões de trabalhadores, enquanto o setor público, educação, saúde e serviços sociais responderam por 4,10 milhões de vagas.
A indústria geral também apresentou reação e registrou 3,81 milhões de postos ocupados, o maior patamar verificado desde 2014. O setor de transportes, armazenagem e correios empregou 1,66 milhão de pessoas, seguido de perto pela construção civil, com 1,62 milhão de trabalhadores, e pelo ramo de alojamento e alimentação, que manteve 1,34 milhão de vagas. As atividades agropecuárias e florestais fecharam a lista com 635 mil profissionais.
Recuo no trabalho remoto e nas atividades em veículos
O levantamento da Pnad Contínua do IBGE revelou ainda uma mudança na rotina e na organização das atividades laborais dos paulistas. O contingente de trabalhadores em regime de home office e daqueles que utilizam veículos automotores como local de trabalho atingiu em 2025 o menor nível registrado desde o início da pandemia de Covid-19.
A diminuição das jornadas remotas e das ocupações itinerantes aponta para o retorno gradual do trabalho presencial nas rotinas urbanas do estado, impactando diretamente os deslocamentos diários, o transporte público e a dinâmica das periferias em direção aos centros comerciais e industriais.