Com a proximidade dos jogos da Copa do Mundo, o clima de festa toma conta do país, mas para as famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o período exige cuidados extras.
O barulho extremo dos fogos de artifício, as cornetas, os gritos de gol e a quebra abrupta da rotina diária podem sobrecarregar quem tem hipersensibilidade sensorial, resultando em crises severas de estresse e ansiedade.
Para trazer um serviço essencial de utilidade pública sobre como acolher e proteger essa parcela da população durante o torneio, a psicóloga Camila Canguçu, especialista em desenvolvimento infantojuvenil e supervisora do Programa de Atenção aos Transtornos do Espectro do Autismo (PRATEA) da Faculdade de Medicina da UNICAMP.
Ela deu dicas de estratégias práticas para ajudar as famílias a anteciparem o cenário de "bagunça" e minimizar os impactos que o excesso de estímulos pode causa em pessoas autistas, como por exemplo: a utilização de ferramentas visuais como desenhos e histórias para explicar a crianças pequenas o que vai acontecer, abafadores de som ou fones de ouvido com a música predileta e manutenção da rotina.