DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE
A DOENÇA DE PARKINSON – 11 DE ABRIL
📍ACP realiza ação no Parque Taquaral no dia 12 de abril
O Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença de Parkinson – 11 de abril , marca a data de nascimento do médico inglês, James Parkinson, que em 1817 publicou pela primeira vez um estudo sobre a doença, que assim seria denominada em sua homenagem. Passados 209 anos, o desconhecimento e a discriminação ainda são os principais problemas, alerta a Associação Campinas Parkinson (ACP).
Ação no Taquaral – A Associação Campinas Parkinson realiza no dia 12 de abril (domingo) ação de conscientização sobre o Parkinson, na entrada principal do Parque Taquaral, em Campinas. No período das 8h às 12 horas, diretoria e associados da entidade, voluntários e apoiadores estarão fornecendo orientações educativas sobre a doença e divulgando a atuação institucional da ACP.
Para a presidente da ACP, Sandra Fontealba, “a inclusão social ainda é um dos maiores desafios para os portadores de Parkinson”. Pelas características da doença, que em geral provoca tremores nas pessoas, elas têm vergonha e se sentem discriminadas. A entidade promove regularmente atividades voltadas para a inclusão, como palestras e rodas de conversas, onde os portadores de Parkinson, seus familiares e cuidadores, trocam suas experiências, buscando a melhoria da qualidade de vida dos parkinsonianos.
Em torno de 0,1% da população mundial tem Parkinson e a sua presença nas faixas mais jovens de idade tem aumentado nos últimos anos. No Brasil, a estimativa passa de 200 mil portadores de Parkinson.
A médica neurologista, Laura Moriyama, voluntária na ACP, afirma que a doença de Parkinson é uma condição neurológica, que pode levar a dificuldades para realizar movimentos, caminhar e até mesmo executar tarefas domésticas. “No Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença de Parkinson, é importante abordarmos as formas para enfrentar melhor essa condição, incluindo como equalizar a necessidade de socialização e exercício físico”, acrescentou. Moriyama recomenda que para a saúde de todos é fundamental a atividade física e para os portadores de Parkinson é especialmente importante alongar os flexores, ou seja, tudo o que dobra.
Perfil – A Associação Campinas Parkinson foi fundada em 15 de setembro de 2007 e é uma entidade sem fins lucrativos e declarada de utilidade pública municipal. Sua missão é ajudar e compreender a enfermidade, o tratamento e os recursos existentes para a melhoria da qualidade de vida da pessoa com Parkinson e de seus familiares. Seu objeto é acolher, apoiar, informar e incluir, por meio de eventos, palestras, festas, passeios e orientações dos direitos do portador da doença.
Gestão – A diretoria da ACP (gestão 2025-2028) tem como presidente Sandra Fontealba e como vice Silvio Antônio Kuniyshi. Compõem também a nova diretoria Cecília Pellegrini (Secretária), Ozeias Pedro Rodrigues (Diretor Financeiro), Flávio Pellegrini (Conselho Fiscal), Vlademir Soares da Rosa (Conselho Fiscal) e Geni Cardoso da Rosa (Conselho Fiscal – Suplente). A entidade concedeu o título de Presidente de Honra à Omar Abel Rodrigues (falecido em 2025), que atuou à frente da ACP desde 2012, realizando diversas ações inclusivas, como campanhas de conscientização para a população sobre a doença.
A presidente da ACP Sandra Fontealba é formada em Fonoaudiologia pela PUC Campinas e atua desde 1992. Fontealba atua na área neurológica com especialização em Motricidade Orofacial e pós-graduação em Neurologia.
Para Entender – Os principais sintomas da doença de Parkinson são tremor de repouso, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e alteração no equilíbrio. Como a doença é progressiva e degenerativa, o paciente deve procurar suporte médico para realizar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Por isso, o Dia Mundial da Doença de Parkinson é uma data propícia para a conscientização da sociedade.
A doença costuma aparecer depois dos 60 anos, mas 10% dos pacientes têm menos de 50 anos e 5% têm menos de 40. Ela ocorre pela perda de neurônios do Sistema Nervoso Central (SNC), em uma região conhecida como substância negra. Os neurônios dessa região sintetizam o neurotransmissor dopamina, cuja diminuição nessa área provoca sintomas clínicos, principalmente motores, característicos da doença de Parkinson.
A dopamina produzida pelos neurônios pertence a uma classe de substância denominada neurotransmissores, cuja função básica é levar adiante a informação recebida na forma de sinais elétricos, de um neurônio para outro formando sinapses. A dopamina atua especificamente em centros cerebrais ligados às sensações de prazer e dor, tendo papel comprovado nos mecanismos que geram dependência e vícios e também no controle motor. Nos casos de Parkinson, o movimento se mostra claramente afetado devido à falta da dopamina. A causa da doença é ainda desconhecida. Sabe-se que fatores genéticos, ambientais e envelhecimento podem ser alguns de seus causadores.
Informações sobre a ACP no www.campinasparkinson.org.br