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Férias escolares: o que fazer? Professor Rodrigo Serra – Mestre em Educação pela UFSCAR

Férias escolares: o que fazer?  Professor Rodrigo Serra – Mestre em Educação pela UFSCAR

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Professor Rodrigo Serra - Mestre em Educação pela UFSCar, Colunista Educacional da Rádio Brasil Campinas, Palestrante e consultor pedagógico na área de Planejamento de Ensino Avaliação das Aprendizagens, Educação Financeira, Planejamento de Carreira e Educação Matemática.

 

As férias escolares são fundamentais para os estudantes e para todos os profissionais da Educação.

Para os Profissionais de Educação, sobretudo professores, cujo trabalho não finda na escola e/ou na sala de aula, as férias representam uma pausa, um momento de (re)avaliação das metas, planejamentos e descanso. Já para os estudantes, além de alguns pontos em comum com os docentes, funciona como uma pausa nos estudos, na frequência das aulas, provas, atividades físicas e culturais, para que possam seguir e vivenciar o 2º semestre, que é “mais curto”, pois serão 4 meses até o fim do ano escolar.

É nesse momento de pausa - sejam 15 dias (Escolas Públicas) ou 30 dias (Escolas Privadas) - que se deve ter atenção em relação a algo precioso e essencial para o desenvolvimento humano: o tempo.

A atenção aqui, no cenário atual, com todas as tecnologias, é que durante o tempo que os alunos estejam de férias

1) Não passem o dia todo fixos nas telas dos celulares e percam seu tempo de vida

2) Possam, junto aos pais e/ou responsáveis, planejar previamente o dia ou a semana para que possam estipular o tempo de uso de redes sociais (para os que tem acesso) e respeitar esse tempo. O mesmo vale para videogames e outros jogos eletrônicos

3) Possam incluir em suas atividades: caminhadas, atividade física, leitura, autocuidado e responsabilidades (na medida do possível e da faixa etária): aprender a organizar suas próprias coisas e participar da rotina da casa

4) Entendam que não é porque estão longe da escola que não podem aprender! Ler algo importante, fazer um texto curto, ou uma redação, atividades que envolvam o raciocínio lógico-matemático, aprender uma língua nova, praticar jogos de tabuleiro (xadrez, dama), ir ao cinema, teatro... são alguns exemplos de atividades que extrapolam a rotina pré-imposta pelo mau uso de tecnologias e o não planejamento

5) Sejam organizadas previamente atividades (dentro da realidade de cada família) que possibilitem o desenvolvimento, no amplo espectro da criança e/ou adolescente, para que não fiquem reduzidos ao uso de telas, jogos eletrônicos. A neurociência comprova que o estímulo de variadas atividades possibilita o desenvolvimento da neuroplasticidade cerebral, que é a capacidade que o cérebro possui de criar novos “caminhos” e conexões; Sabe-se que o dia a dia da maioria dos pais /responsáveis é trabalham o dia todo (alguns até mesmo à noite), e todo tempo de convívio é essencial. Se esse tempo, durante as férias, é substituído pelo isolamento devido ao uso de celulares, o custo emocional, afetivo pode ser alto.

Vale lembrar que o retorno às aulas também exige planejamento e quando as férias foram bem aproveitadas, o estudante volta mais focado, organizado e autônomo, pois esse momento de férias também deve servir para aprender a organizar-se e desenvolver responsabilidades em busca da autonomia.

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