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Julho Verde: Diagnóstico tardio ainda marca a maioria dos casos de câncer de cabeça e pescoço – Debora Curi

Julho Verde: Diagnóstico tardio ainda marca a maioria dos casos de câncer de cabeça e pescoço – Debora Curi

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O câncer de cabeça e pescoço ainda é diagnosticado, na maioria das vezes, quando a doença já está em estágio avançado. O principal motivo é que seus primeiros sinais costumam ser confundidos com problemas comuns, como aftas, dor de garganta, refluxo ou alterações dentárias, fazendo com que muitos pacientes demorem a procurar atendimento. É justamente para chamar a atenção para esses sintomas e estimular o diagnóstico precoce que o Julho Verde reforça a importância da conscientização sobre a doença.
Feridas na boca que não cicatrizam, manchas persistentes, caroços na cavidade oral ou no pescoço, rouquidão prolongada, dificuldade para engolir, sangramentos sem causa aparente, além de emagrecimento inexplicado e dor contínua na garganta ou na face estão entre os principais sinais de alerta. Embora possam estar relacionados a condições benignas, alterações que persistem por mais de duas ou três semanas devem ser avaliadas por um especialista.
O câncer de cabeça e pescoço reúne tumores que acometem estruturas como cavidade oral, faringe, laringe, tireoide e regiões associadas. Em muitos casos, a doença evolui de forma silenciosa, o que torna o diagnóstico precoce determinante para aumentar as chances de cura e reduzir o impacto do tratamento.
Segundo estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 40 mil novos casos são registrados anualmente no Brasil. A maior incidência ocorre entre homens acima dos 40 anos, embora mulheres também sejam afetadas. O cenário preocupa porque entre 70% e 80% dos diagnósticos acontecem quando a doença já está avançada, exigindo tratamentos mais complexos e diminuindo significativamente as possibilidades de cura.

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