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Marca-passo salva vidas, mas ainda é cercado de mitos – Dr Marcelo Sobral

Marca-passo salva vidas, mas ainda é cercado de mitos – Dr Marcelo Sobral

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Presente há décadas na cardiologia, o marca-passo é um dos dispositivos médicos mais importantes no tratamento de distúrbios do ritmo cardíaco. Apesar de salvar vidas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes, o implante ainda é cercado de dúvidas e mitos que podem gerar medo ou desinformação. 

 

De acordo com o doutor Marcelo Sobral, presidente da Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC), o marca-passo é indicado principalmente para pessoas que apresentam batimentos cardíacos muito lentos ou irregulares, condição conhecida como bradicardia, além de alguns tipos de bloqueios elétricos do coração. Nesses casos, o dispositivo atua regulando o ritmo cardíaco por meio de estímulos elétricos, garantindo que o coração mantenha uma frequência adequada para o funcionamento do organismo. 

 

“Quando o sistema elétrico do coração não funciona corretamente, o marca-passo assume esse papel de estimular os batimentos. Isso evita sintomas como tontura, desmaios, cansaço excessivo e, em situações mais graves, pode prevenir complicações potencialmente fatais”, explica o especialista. 

 

Mesmo sendo um procedimento seguro e amplamente realizado, ainda existem muitas crenças equivocadas sobre o uso do marca-passo. 

 

Uma das dúvidas mais comuns envolve a possibilidade de realizar atividades físicas. Especialistas explicam que, após o período de recuperação e com acompanhamento médico adequado, muitos pacientes podem retomar uma rotina ativa, incluindo caminhadas, exercícios e atividades do dia a dia. 

 

Outro mito frequente está relacionado ao uso de eletrônicos. Equipamentos como celulares, eletrodomésticos e computadores, quando utilizados normalmente, não interferem no funcionamento do dispositivo. O mesmo vale para viagens, que também podem ser realizadas com segurança, desde que o paciente siga as orientações médicas e mantenha o acompanhamento regular. 

 

Nas últimas décadas, a tecnologia dos dispositivos cardíacos implantáveis evoluiu de forma significativa. Os marca-passos atuais são menores, mais duráveis e contam com sistemas avançados de monitoramento e programação. 

 

Alguns modelos possuem sensores capazes de adaptar a frequência cardíaca de acordo com o nível de atividade do paciente, enquanto outros permitem acompanhamento remoto, facilitando o monitoramento clínico sem a necessidade de consultas presenciais frequentes. 

 

Esses avanços contribuíram para tornar o tratamento mais preciso e confortável para os pacientes.  

 

Para muitas pessoas, o implante do marca-passo representa não apenas um tratamento, mas também a possibilidade de recuperar autonomia e segurança nas atividades cotidianas. 

 

Com o ritmo cardíaco estabilizado, sintomas como tontura, fraqueza e episódios de desmaio tendem a desaparecer, permitindo que o paciente retome sua rotina com mais tranquilidade. 

 

Segundo o presidente da ABEC, o acompanhamento médico periódico continua sendo essencial para garantir o funcionamento adequado do dispositivo e ajustar a programação sempre que necessário. 

 

E reforça que a informação correta é fundamental para reduzir o medo associado ao implante e estimular o diagnóstico precoce de problemas do ritmo cardíaco. 

“Quando indicado, o marca-passo é um recurso seguro, eficaz e que pode transformar a qualidade de vida do paciente”, destaca Sobra

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