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No Dia Mundial do Alzheimer (21/09), o Brasil tem um dos dados mais alarmantes – Nicolle Albanezi – nutricionista

No Dia Mundial do Alzheimer (21/09), o Brasil tem um dos dados mais alarmantes –   Nicolle Albanezi – nutricionista

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Alzheimer pode afetar 5,7 milhões de brasileiros até 2050

Diante do avanço da doença, especialista explica como a gestão de fatores de risco e a alimentação individualizada ajudam na saúde do cérebro e na qualidade de vida São Paulo, setembro de 2026 - No dia 21 de setembro, celebra-se o Dia Mundial e Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, data que acende um alerta para o avanço da principal causa de demência no mundo. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Alzheimer's Disease International (ADI), mais de 55 milhões de pessoas vivem com demência globalmente. No Brasil, o cenário é igualmente preocupante: projeções indicam que o número de casos no país pode atingir 5,7 milhões de pessoas até 2050.

Embora a predisposição genética desempenhe um papel no desenvolvimento da condição, uma parcela significativa dos riscos está associada a fatores que podem ser modificados ao longo da vida, como saúde cardiovascular, controle do diabetes, hipertensão, sedentarismoe obesidade. Por isso, a Nutrição de Precisão pode contribuir tanto para a identificação e o controle de hábitos e condições de saúde que podem ser alterados antes do surgimento dos sintomas quanto para o suporte a quem já possui o diagnóstico.

A nutrição de precisão cruza exames, metabolismo, estilo de vida e dados genéticos para identificar as vulnerabilidades específicas de cada organismo. "A ideia é entender que duas pessoas podem ter o mesmo diagnóstico, a mesma idade ou até hábitos parecidos, mas não necessariamente apresentam os mesmos riscos nem respondem da mesma forma às intervenções. Quando falamos em Alzheimer, esse olhar se torna especialmente interessante porque o mais importante é interpretar a predisposição junto com o que está acontecendo naquele organismo", afirma a nutricionista Nicolle Albanezi.

A avaliação conjunta de elementos como glicose, resistência à insulina, colesterol, pressão arterial, gordura visceral e qualidade do sono permite construir um plano direcionado aos hábitos e condições de saúde que podem ser ajustados e que também estão relacionados à saúde cerebral.

A especialista ressalta, contudo, que essa intervenção não se apoia emsoluções simplistas e devem ser avaliadas em conjunto com o estilo de vida e o contexto de saúde de cada pessoa.

"Quando esses dados são avaliados, é possível construir uma espécie de mapa individual de vulnerabilidades. E o maior valor dessa análise não está em tentar prever com certeza quem terá Alzheimer, mas em identificar quais fatores de risco daquela pessoa ainda podem ser modificados. Ou seja, identificar se existe alguma deficiência, alteração metabólica ou necessidade específica e intervir onde realmente faz sentido. Porque suplementar indiscriminadamente não é prevenção”, afirma.

Para os pacientes que já vivem com a doença, a conduta nutricional muda de foco e passa a concentrar forças na manutenção da qualidade de vida e do estado físico. As metas prioritárias são a prevenção da perda de peso e da desnutrição, a preservação da massa

muscular, adequação energético e proteico, a hidratação constante, o manejo de dificuldades de mastigação ou deglutição e o incentivo à autonomia alimentar pelo maior tempo possível.

"O diferencial da nutrição de precisão no Alzheimer está em olhar para a pessoa antes de olhar apenas para a doença", finaliza a nutricionista.

CG
Escrito por Camilla Godoy

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