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24 de janeiro de 2024

Saiba quem pode receber a dose da vacina contra a dengue

Remessa inicial chegou ao Brasil no último fim de semana

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Chegou ao Brasil no último sábado, 20, a remessa inicial da primeira vacina contra a dengue que vai ser incorporada ao Sistema Único de Saúde.

As cerca de 700 mil doses da Qdenga, fabricada por um laboratório japonês, foram cedidas pela empresa farmacêutica de forma inteiramente gratuita.

Outras 600 mil doses, também sem qualquer cobrança, devem ser entregues até o final de fevereiro.

Outras cinco milhões e 200 mil doses, estas compradas pelo Governo Federal, são aguardadas até o final do ano, em um acordo que já prevê a capacidade máxima de produção do laboratório no Japão.

A Qdenga teve seu uso aprovado pela Conitec, a Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias do SUS, que destacou a urgência em aplicá-la nas regiões do país com maior incidência e transmissão da dengue, além das faixas etárias mais suscetíveis às complicações da doença. 

Segundo a orientação da Conitec, a vacina contra a dengue deve ser administrada em duas doses, com intervalo mínimo de 90 dias entre as aplicações.

A médica infectologista Anna Machado, afirma que os efeitos epidemiológicos da vacinação só devem ser percebidos dentro de alguns anos, conforme a adesão à vacina.

Embora os estudos conduzidos pela Anvisa tenham certificado a vacina para a faixa entre 4 e 60 anos, o público-alvo da campanha no SUS em 2024 será das crianças e adolescentes entre 6 e 16 anos.

A restrição atende a uma orientação da Organização Mundial da Saúde, para equilibrar o desafio do pequeno número de doses disponíveis e a superação da curva epidemiológica.

Neste ano, o risco de reaparecimento dos sorotipos 3 e 4 voltou a preocupar as autoridades, como nos explica a doutora Anna Machado.

Com poucas doses disponíveis, médicos pedem atenção aos sintomas e à procura pelo sistema de saúde.

Embora o sintoma mais conhecido da dengue, a febre, geralmente seja contornado sem maiores dificuldades, Anna Machado ressalta a necessidade de atenção aos sintomas secundários de uma forma grave da doença.

Dados do Ministério da Saúde mostram que apenas nas primeiras duas semanas do ano, o Brasil contabilizou ao menos 55 mil casos prováveis e seis mortes associadas às complicações da dengue.

O índice já é responsável por uma elevada taxa de incidência, de 27,5 casos confirmados para cada 100 mil habitantes.

Em 2023, nesse mesmo período, eram 26 mil casos prováveis, com 17 mortes associadas.

 

 

Fotografia: Rogério Vidmantas / Prefeitura de Dourados


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Kevin Kamada

Kevin Kamada

Jornalista

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