No imaginário coletivo, o Dia das Mães costuma ser associado a afeto, gratidão e celebração. Mas, longe das fotos perfeitas e das homenagens emocionadas, muitas mulheres vivem a maternidade em estado permanente de exaustão emocional, tentando dar conta da sobrecarga invisível do cuidado, da culpa constante e da pressão por desempenhar uma “maternidade ideal”.
A pauta propõe discutir como a saúde mental materna vem sendo impactada por três fatores que se cruzam cada vez mais: a carga mental excessiva, a romantização da maternidade e a influência das redes sociais.
Além das tarefas práticas, muitas mães acumulam o chamado “trabalho invisível”: lembrar consultas, organizar rotinas, antecipar necessidades emocionais dos filhos, administrar conflitos, acompanhar escola, alimentação e vida social da família. Mesmo quando existe divisão de tarefas domésticas, o planejamento mental frequentemente continua centralizado na mulher.
Ao mesmo tempo, as redes sociais ampliam comparações e cobranças. Perfis que exibem rotinas organizadas, filhos tranquilos, produtividade constante e mães sempre pacientes podem gerar sensação de inadequação, fracasso e culpa, especialmente em mulheres já sobrecarregadas.