Sociedade Brasileira de Mastologia desenvolve personagem com inteligência artificial para ampliar acessibilidade
Criada pelo Departamento de Saúde Inclusiva, MarIA deverá utilizar recursos como Libras, audiodescrição e linguagem adaptada para facilitar o acesso de pessoas com deficiência a informações sobre saúde mamária
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), por meio de seu Departamento de Saúde Inclusiva, está desenvolvendo a MarIA, uma personagem criada para ampliar a acessibilidade e tornar a comunicação sobre saúde mamária mais inclusiva. O nome une “Maria” à sigla IA, de inteligência artificial, tecnologia que será utilizada para adaptar informações às diferentes necessidades do público.
O projeto prevê que a personagem tenha diferentes versões e funcionalidades, com recursos como comunicação em Libras, audiodescrição para pessoas cegas e representações que contemplem pessoas com deficiência física, incluindo uma versão cadeirante. A proposta é que a tecnologia não seja utilizada apenas para converter um mesmo conteúdo em diferentes formatos, mas também para adaptar a linguagem, a abordagem e o estilo da comunicação.
Em parceria com estudantes da Universidade Federal Fluminense, o Departamento de Saúde Inclusiva trabalha no desenvolvimento do avatar e das tecnologias necessárias para incorporar essas diferentes funcionalidades. O projeto será implementado em fases ao longo dos próximos meses, permitindo que os primeiros recursos sejam disponibilizados gradualmente enquanto novas possibilidades de interação e acessibilidade são desenvolvidas.
Inicialmente criada em formato 2D, a MarIA deverá evoluir para uma personagem tridimensional e interativa, capaz de responder a perguntas a partir de um banco de informações sobre saúde das mamas. Na versão em Libras, por exemplo, a usuária poderá fazer uma pergunta e receber a resposta por meio da sinalização apresentada pela personagem.
“A acessibilidade precisa considerar não apenas o recurso utilizado, mas também a maneira como a informação é apresentada. Cada público tem necessidades específicas de comunicação, compreensão e acolhimento. A inteligência artificial nos permite pensar em respostas mais adequadas para cada realidade”, explica a mastologista Mônica Travassos, coordenadora do Departamento de Saúde Inclusiva da SBM.
A personagem também poderá ser personalizada, com diferentes características físicas, como cor da pele, cabelo, altura e tipo de corpo, fortalecendo a identificação e a representatividade das usuárias. Os recursos serão incorporados gradualmente, acompanhando o desenvolvimento tecnológico e a estruturação dos conteúdos.
A MarIA integra um conjunto de esforços do Departamento de Saúde Inclusiva para reduzir barreiras e ampliar o acesso à informação sobre saúde mamária. A iniciativa busca fazer da tecnologia uma ferramenta de inclusão, aproximando diferentes públicos de conteúdos confiáveis sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados com a saúde das mamas.